Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
TREINAMENTO FUNCIONAL
Vamos abordar um tema que ganhou muito espaço em discussões sobre atividades físicas. O Treinamento Funcional ou Functional Training como alguns preferem pronunciar.Vamos entender do que ele se trata, do que as pessoas estão falando, quais seus benefícios e porque esse tipo de treinamento está na moda.
Para começar a entender o que é um treinamento funcional (ou qualquer outro tipo de treinamento) temos que lembrar quais são nossas capacidades físicas que citando rapidamente afim de refrescar nossa memória, são elas: FORÇA, VELOCIDADE, AGILIDADE, EQUILÍBRIO, COORDENAÇÃO MOTORA (DESTREZA), FLEXIBILIDADE E RESISTÊNCIA.
E o que todas elas tem em comum é que todas permitem melhoria (seja quantitativa ou qualitativa) a partir de um treinamento. Algumas pessoas se destacam mais a partir da força, outras são mais velozes, outras possuem uma grande capacidade de resistência, mas o ponto em comum é que todos possuímos todas elas independente do grau de desenvolvimento e, em cada ser humano, elas se configuram e se combinam de uma maneira diferente.
O modelo de treinamento físico mais utilizado atualmente trabalhava de forma independente as capacidades com predominância de uma ou outra capacidade de acordo com a necessidade/desejo de cada pessoa. Na prática isso se exemplifica de uma maneira muito simples e que todos conhecem; nos centros esportivos e academias temos aulas de alongamento (flexibilidade), treinos de musculação (força), treinos de corridas (velocidade/resistência) e várias outras modalidade que se especificam cada vez mais.
Então, acabava ficando muito difícil dispor de tempo para conciliar as aulas de musculação, alongamento, corridas, etc e suprir com treinamentos todas as capacidades porque todos nos são necessárias. Se fôssemos fazer uma aula de cada modalidade, teríamos que dedicar cada vez mais tempo nas academias.
E quem hoje pode permanecer 3 horas dentro de uma academia todos os dias? Então era necessário um tipo de treinamento global que atendesse o maior número possível de capacidades de uma maneira eficaz e eficiente.
Sabemos que o corpo humano até pode ser estudado em partes, mas na prática, ele não funciona em partes . Ele funciona como um todo e precisa se manter saudável para atender nossas expectativas. Partindo dessa compreensão não podemos mais negligenciar a funcionalidade inerente ao corpo humano.
A novidade é que os treinadores buscaram uma solução que procurasse otimizar o treinamento e o tempo disponível para este. Criaram então, ou recriaram, porque na verdade sempre soubemos que na Grécia Antiga, em Roma, na Rússia, em outros lugares e em diferentes épocas de nossa história, sempre foram aplicados treinamentos globais, mudando apenas a nomenclatura.
Treinamentos/aulas individuais ou em grupos que pudessem ser feitas tanto em academias quanto em espaços alternativos e que pudessem ser realizados até com poucos recursos.
O Treinamento Funcional é uma técnica (ou, conceito, como alguns preferem denominar) de treinamento neuromuscular integrado entre suas capacidades. Na prática, são exercícios que, ao mesmo tempo em que trabalhamos força, podemos integrar um trabalho de equilíbrio, ou em um exercício de coordenação motora, podemos integrar um trabalho de resistência e equilíbrio. E, infinitas outras combinações são possíveis e bem vindas já que a intenção é sempre aumentar o desafio, mas se manter acessível a qualquer praticante.
Uma característica muito interessante do Treinamento Funcional é o uso dos músculos abdominais e paravertebrais (músculos que auxiliam a manutenção da postura ereta) presentes em quase todos os exercícios, então o abdômen é sempre trabalhado ainda que não façamos as conhecidas repetições de solo.
Os equipamento utilizados variam muito e muitas vezes podem até ser dispensados utilizando de uma maneira inteligente o próprio peso do corpo como resistência. Pode se usar quase tudo, bolas, elásticos, medicine balls, os aparelhos de musculação já conhecidos, rampas, trampolins, cordas, pequenas gangorras, alteres, caneleiras, bancos, espaldários e etc.
São muitas as possibilidades e a diversidade permite ao professor adequar o grau de dificuldade de acordo com o nível de treinamento de cada um.
Outro fator interessante que se tornou grande motivador na procura dessa modalidade, é que a resposta do treinamento é rápida e os praticantes ficam muito satisfeitos com o benefício estético. No começo tudo pode parecer muito difícil, mas seu professor sempre encontrará uma alternativa para que você se beneficie do exercício e aos poucos consiga aumentar o grau de dificuldade.
E quem não quer todos esses benefícios, não é mesmo?
Mas atenção, assim como qualquer outro exercício físico, você deve procurar a orientação de um profissional.
Bom treino para vocês!
Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar`, ´Um Triângulo de Bermudas` e ´O Desmonte de Vênus` (Ed. Totalidade). Nas livrarias Cultura, Siciliano e ´Pega Sonho``: Rua Martinico Prado, 372 – Higienópolis – SP
Conversa (des)afinada
Mistérios da Economia
Abandonando a sofisticação, as letras gregas e as derivadas parciais, chegamos a uma situação estranha: se antes a Economia parecia complicada, ao retirar a camada matemática, ela continua igualmente desafiadora. O que a torna aparentemente inacessível são os contínuos desmentidos àquilo que parecia verdade até a próxima esternutação, digo, espirro.
Atravessamos uma crise, cujos reflexos sobre nossa economia ainda não estão claros e por isso mesmo seria bobagem querer definir. Os analistas, segundo uma definição maldosa dividem-se em duas categorias: aqueles que não sabem e aqueles que não sabem que não sabem.
A crueldade pára por aqui. E não por falta de exemplos.
Temos as profecias sem risco, do tipo: Um dia há de chover. Vindo de um Nouriel Roubini, depois de realizada, confere ao autor uma aura de infalibilidade até o primeiro tropeço. Para evitar esse gênero de embaraço, os entendidos recomendam expressões de clareza discutível : “O ambiente macroeconômico se mantém indefinido”, “tendências conflitantes tornam a recuperação problemática” ou enfim “mantidas as atuais condições justifica-se um otimismo moderado”.
Há também as “bolas fora”: No auge da crise a equipe do respeitado Morgan Stanley previu uma queda de 4,65% do PIB brasileiro em 2009. Não foi 4,6 ou 4,7. É possível até que diante de um número do tipo 4,648632%, por algum resquício de respeito aos algarismos significativos tenha sobrado apenas 4,65% para o anedotário. Aquele modelo, levando em consideração uma infinidade de variáveis: o peso da economia informal, a variação do poder de compra em Jericoacoara, a matriz de Leontieff da Tailândia adaptada á realidade brasileira etc. - cuspiu um número rigorosamente errado. Razão sobrava a Keynes quando afirmava ser preferível estar vagamente certo do que rigorosamente errado.
No capítulo das “bolas fora” merece destaque nosso ministro da Fazenda Guido Mantega. Ele pertence à categoria especial de vaticinador - torcedor. Achando, possivelmente, que suas profecias eram autorrealizáveis, produziu incansavelmente números que a realidade com incrível malevolência se encarregou de desmentir sistematicamente. Chamar Sua Excelência de Cassandra ao contrário talvez não fosse adequado. Cassandra acertava tudo, mas ninguém acreditava, ao passo que Sua Excelência raramente acerta, mas isso não faz a menor diferença.
Ao fim e ao cabo, nosso PIB de 2009 encolheu 0,2% - até nova revisão - e, como no filme Nunca aos domingos, foram todos para a praia.
Durante essa tempestade, tsunami ou marolinha - dependendo da definição que cada um desses termos passará a ter nos estudos futuros de Macroeconomia, ao substituir com vantagem, por sua maior plasticidade conceitos áridos tais como depressão ou recessão não faltaram explicações para o relativamente bom desempenho de nossa economia.
Além de se enaltecer as ações providenciais do NOSSOTIMONEIRO, o incentivo ao mercado interno, as injeções de crédito - não que outros países não tenham manuseado a seringa e aplicado soro na veia, uma explicação merece ser comentada, para concluir esse texto enfadonho.
Há uma quase-unanimidade para explicar que nossa sorte foi o nível das nossas reservas internacionais. Efetivamente, se no ano 1 d.L o nível de nossas reservas era inferior a 40 gigadólares (bilhões para ficar na mesmice), eis que no ano VII d.L. oscilou em torno de 200 gigadólares, e atualmente estão em algo bem próximo a 240 bi.
Não há dúvida possível quanto ao mérito desse escudo, já que em outras situações, a falta dele deu no que deu. Parte das reservas se deveu aos superávits da balança comercial. Para a outra parte, talvez seja necessária um pouco de irreverência. Existe o mecanismo do chamado carry-trade, que consiste em tomar emprestado num país que pratique baixas taxas de juros e aplicar os recursos num país onde a taxa de juros é elevada e pelo princípio universalmente aceito do “é melhor ser rico e com saúde do que pobre e doente”, apurar lucro. Aí intervém a irreverência, pela qual o autor pede desculpas. Para conseguir um nível alto de reservas - se é esse o adequado, se deve ser metade ou o dobro é uma questão a ser debatida - praticamos o carry- trade português que consiste em assumir uma dívida a taxas vizinhas à taxa chilique, arranjar reais, comprar dólares e aplicá-los no mercado de T-bills norte-americano , auferindo uma remuneração bem inferior.
A pergunta lancinante é saber até onde devam crescer essas reservas, já que em paralelo ao acúmulo desse poderoso anteparo contra crises, aumenta a dívida interna.
Há, e não são poucos, aqueles que sustentam que quanto maiores as reservas, maior a blindagem da economia, algo como colocar um paraquedas numa motocicleta para aumentar-lhe a segurança.
Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
Dança e Saúde
Se quem canta seus males espanta, quem dança espanta seus males e as gordurinhas também.
A dança nas academias e estúdios vem ganhando adeptos pelo mundo e se popularizando entre todas as idades. É comum encontrarmos idosos “pés de valsa” bailando pelas festas e ganhando admiradores, mas o que é novidade é a quantidade de jovens e pessoas de meia idade cada vez mais interessados em aprender uns passinhos e se divertir.
Além das danças clássicas, outras vem ganhando espaço e, quem ganha somos nós, que somos brindados com diversas opções para todos os gostos e vontades.
Por ser uma atividade aeróbia, os benefícios para quem quer emagrecer ou manter a forma são muitos, faz bem para o corpo e para mente já sendo considerada por médicos como atividade terapêutica até em tratamento de doenças como por exemplo, o câncer de mama.
Nas academias a dança deixa de ser apenas uma atividade recreativa e passa a ser modalidade, além das aulas coreografadas de hip hop, as aulas de ritmos latinos vieram para ficar, os professores de dança ganham cada vez mais adeptos nas suas aulas e já contam aulas repletas de alunos interessados em aprender e em se divertir com saúde.
Mas que benefícios físicos a dança trás? É possível gastar de 300 a 600 calorias em uma aula de 50 minutos dependendo do ritmo e da intensidade da aula.
E a diversão é garantida. É só escolher dentre as diversas possibilidades o ritmo com o qual você mais se identifica. Se quiser gastar bastante calorias as aulas de salsa, reggaeton e hip hop são as mais indicadas.
Danças de salão como bolero, mambo, rumba, chá-chá-chá, forró, pagode, samba de gafieira, rock, salsa, zouk, merengue, tango, valsa, entre outros, possibilitam muita interação social e costumam ser facilmente encontradas nas academias.
Ainda temos a categoria das danças étnicas como dança indiana, dança do ventre, flamenco, tailandesa e afro entre outras que são um exercícios para a descoberta da feminilidade em moças de todas as idades.
Os benefícios não param por aí. A postura ganha um ar mais elegante, a respiração passa a ser melhor controlada elevando o aproveitamento do fluxo de oxigênio e a flexibilidade melhora com exercícios e passos que solicitam bastante alongamento.
Atividades prazerosas como a dança elevam os níveis de neurotransmissores como, dopamina (estimulante do sistema nervoso central), endorfina (diretamente ligado ao humor, a disposição física e mental, as sensações de prazer, memória, resistência física e diminui as sensações de dor), serotonina (relacionado com o sono e o apetite, uma baixa quantidade de serotonina pode estar ligada a quadros de depressão), entre outros.
Praticantes de dança de salão garantem ter encontrado seu “santo remédio” contra noites mal dormidas, mau humor, cansaço e apatia.
Dançar movimenta bastante o corpo ajudando sua tonificação, equilíbrio, coordenação e consciência corporal, os movimentos repetitivos ajudam na resistência, os movimentos rápidos na explosão e força muscular, além de exercitar a sensualidade e ajudar os mais inibidos a se soltar e melhorar sua vida social.
Tá esperando o quê? Vai dançar!!!
Celso Fernandes, jornalista, poeta e escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa. Autor de ´´As duas faces de Laura``, ´´O Sedutor``, Sonho de Poeta`` (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de Moda, Cultura & TV, escreve semanalmente em jornais, revistas e sites relacionados às áreas.
TEVÊ À MANIVELA
Sem meias palavras
Conversa vai, conversa vem, ainda vindo do mundo lá de fora, japoneses entendidos no assunto inventaram o beijo simulado. Se o Zézinho aí esticadão no sofá sonhou com aquela famosa pin up girl de Hollywood ou com a Dano-polonesa de nariz empinado Scarlett Johanson, basta comprar o lábio siliconado batizado de ´´Zima`` – alcoolizado – e lascar o beiço. Há quem assegure que a bebida ´´japa`` vai deixar muita gente alegre ao encontrar sua celebridade. Mas lembre-se, por ora, só o lábio de baixo teor alcoólico, e que por aqui vai exigir certo ´´beijômetro``. No caso da ala feminina, creio, Brad Pitt vai ser produzido em larga escala!
Outra? Quem está com a ´´bola cheia`` e certamente rindo à toa é o rei Pelé. Considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos, ele deve render bons frutos ao SBT. Recentemente, o ex-atleta fechou contrato para comentar a Copa do Mundo da África do Sul, a ser realizada em junho. A emissora do patrão Silvio Santos divulgou o plano de comercialização segundo o qual cobra quase R$ 14 milhões por cada cota de patrocínio. As cifras do total devido ao comentarista serão de 55 milhões. Só que nessa, eu também quero soltar meus boletins diários, porém, sem forçar muito no ´´olho gordo`` ou mesmo no ´´xô, coisa ruim`` da minha pindorama amanhecida. Quero ser comentarista e pronto. Mesmo que seja de gandula junto às estrelas.
Miriam Zeliskowski, é mestre em energias terapêuticas, trabalha com energias-kabbalah em consultório e ministra cursos de kabbalah na PUC-SP, mestre em energias terapêuticas, mestre em Poder Fatorial, Odontologia Emocional,
Ortopedia funcional dos maxilares,
Terapia miofuncional da face,
Terapia Floral- Bach-Saint Germain- Australianos- Californianos,
Meditação tibetana e cabalística,
Equilíbrio emocional e físico,
Realização pessoal,
Harmonia de ambientes,
Cromoterapia visual,
Expansão de consciência,
Orientação a nível emocional e espiritual,
Mestre Reiki-Karuna- Seichim-Kabbalah.
Odontologia emocional e espiritual
A boca representa a nutrição, o afeto, a comunicação e a segurança, pois desde o nascimento, o leite materno e depois a mastigação dos alimentos sólidos, e a sucção dos líquidos e, em seguida, a deglutição, completa o ciclo da sobrevivência do corpo físico.
O afeto configura no bebê a necessidade de colocar objetos na boca, sentir, conhecer, aprender, e satisfazer o prazer da fase oral até os 4 anos. Em seguida, a criança aprende a beijar ou a negar o alimento conforme sua emoção. Quando se sente protegida e segura, se acalma com o uso de chupeta ou mamadeira, satisfaz sua fome física e emocional.
A necessidade de contínuo uso de chupeta, mamadeira ou, até o seio materno após o tempo devido, configura vício, pois o bebê deve aprender a sugar por canudos e estimular por exercícios físicos de mastigação e sucção para desenvolver as arcadas dentárias.
No campo emocional, a insegurança, o medo e a sensação de ser abandonada, leva a criança a chupar os dedos e também a morder as unhas quando não está confortável na vida e libera esta agressividade roendo as próprias unhas.
Em seguida, criança ou já na fase adulta, apertará ou rangerá os dentes (bruxismo), de modo a liberar a raiva de uma situação que considera difícil de resolver.
Não aceita a vida como ela está no presente, então ocorrerá desgastes nos dentes, fraturas de coroas e raízes, problemas na articulação mandibular e os músculos da face e do pescoço se tornarão tensos e doloridos, pois configuram uma situação que a pessoa não aceita, e toda a região se torna inflexível.
O afeto, quando se transforma em carência, aumenta a necessidade de colocar coisas na boca. Na criança ou no adulto, pode aumentar a fome ou perder o apetite. Os lábios representam o afeto, por meio de contato com alimentos, ou por um beijo que satisfaz o físico e o sentimento, a língua como músculo leva o alimento para as laterais e é a responsável pela mastigação bilateral e pela deglutição típica (normal) ou atípica (quando é jogada entre os dentes anteriores e provoca mordida aberta).
É o órgão do gosto, que também representa as sensações do doce, do amargo, do agradável, do insuportável. A pessoa sente na boca as sensações de raiva, de tristeza, de desamparo e, enfim, a língua é primordial para a fala em conjunto com os dentes e os lábios, articula os sons e as palavras.
Os dentes possuem o suporte ósseo e as gengivas que representam segurança e decisão, a língua e os lábios seguram a postura dos dentes.
Quando o bruxismo é intenso, a agressividade precisa ser trabalhada neste paciente.
E, para completar, o que entra pela boca como alimento é significativo para pessoa, mas o que sai pela boca, que são as palavras, emoções e reações da pessoa com o mundo, representam o vínculo com a vida.
Levantam a pessoa ou a jogam num patamar de tristeza, desilusão, insatisfação, agressividade, carência afetiva e baixa estima.
Portanto, cuide muito bem da sua boca física, emocional e espiritual, pois assim o seu caminho de vida será trilhado.
São Paulo, sábado, 20 de fevereiro de 2010
COLUNISTA CELSO FERNANDES
Celso Fernandes, jornalista, poeta e escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa. Autor de ´´As duas faces de Laura``, ´´O Sedutor``, Sonho de Poeta`` (Ed. Edicon), entre outros. Colunista de Moda, Cultura & TV, escreve semanalmente em jornais, revistas e sites relacionados às áreas.
TEVÊ À MANIVELA
Muito bonito, sim, senhor!
Sabe daquele termo ainda pouco utilizado pelo mundo dos NETS (ou seria dos NERDS) por pura, ou por falta de opção quanto ao ´´antes, o durante e o quanto durar``? Pois muito bem. Enquanto de um lado a grande espera é pela entrega do Oscar e do outro que ficou por conta do show dance music do ex campeão de boxe Mike Tayson, também o nosso dé já vu nacional continua. O jabá (idem, nacional) é uma outra estória que não precisa ser contada por muitas entrelinhas, não. Basta você ligar, ver e pouco se entreter. Seguidores do tudo de novo dentro do que não há nada de muito novo nas nossas programações diárias que os digam. Daí o porque da minha ´´caixa`` particular de mensagens extras viver cheia de reprises perto do que já vimos desde pequenininhos.
E uma vez que reinventar é preciso, passou do tempo do Joãozinho ou da Mariazinha sentado por horas na beirada da poltrona, roendo as unhas, perguntando com que cara eu vou? Tome nota, que o lema da saia justa agora quase não vale mais. Ou seja, tem casos que é gritar no linha direta do ouvinte se vai comer agora ou vai levar para comer em casa. E do jeito que a coisa anda, bolas, nem precisamos embrulhar o presente. Vivemos além da era do merci boku em frente às telonas de plasma e que a rapidez do troca-troca de casais a la José Mayer, Taís Araújo e Giovanna Antonelli, em ´´Viver a Vida`` (Globo), funciona muito mais que aos trancos e barrancos. Lavou, tá limpo. Claquete, luz, câmera, ação! Mas não necessariamente nessa ordem, please.
E como dentro do nosso receituário da mais santa das malvadeza tem sido o de não é porque você viu na televisão e vai fazer em casa, que não é bem assim que funciona. Se nas tramas repetitivas a cor do dinheiro, o poder e que o mocinho sempre termina com a mocinha, vá lá, que o babado daquele grupo japonês que deu na web estes dias, o ´´Y-no``, a meu ver, ficou mesmo na vertente do enquanto um toca, o outro canta e os outros balançam. A verdade é que da primeira a gente nunca se esquece, né? Nem mesmo no instrumental. E arigatô uma vírgula! Arigatou, isso, sim, é comendo pelas beiradas nessa caixinha de (poucas) surpresas. E o Pedro Bial que o diga em não poder fugir das regras ´´em nome do jogo`` e ter que aguentar aquela turma toda.
Do tudo ou nada, é ganhar, se esforçar (naquele sentido), fazer as trouxas e au revoir. Tudo em nome da irmandade fora de órbita. Afinal das contas, com todo esse rol aí programado a partir das mãos do escocês John Baird (o primeiro cara que colocou para funcionar essa nossa babá eletrônica) e depois aperfeiçoada pelo russo Vladimir Zworykin, o gozado é que não anda mesmo (como dissemos a pouco) acontecendo nada. Só na tecnologia. Do tipo ´´pensa rápido``, só mesmo imaginando quem está por trás daquela voz robótica do Frank (´´Tempos Modernos``) que não anda sendo nada franco assim. Meu Deus, quero ver quando o George Lucas (o criador-criatura de ´´Guerras nas Estrelas``) for reinvidicar participação especial daquele seu robozinho tagarela, com o Antonio Fagundes, soletrando Star Wars. Os intergaláticos – ora transformados em internautas – que puxem da memória. Tal a cópia, o criador e os ´´baseados`` em quê, não tem nada igual.
E antes que eu me esqueça – por que vivo esquecendo das coisas... tal a idade que chega pra todo mundo – ainda em clima de entrega do Oscar no Teatro Kodak, em Hollywood City, a minha indicação à tão cobiçada estatueta vai pra... (Tchanan) Sandra Anette Bullock. Com ou sem ela fazendo lipoaspiração, a Maryl Streep que se conforme. Afinal, essa aí já levou tantas estatuetas que dá até para fazer boliche. Cinquentinha, a Sandra Bullock, que nada. É quarentona e ainda mais com um ´´Anette`` desses no meio do nome, merece mais que qualquer avant première. Tanto é que tenho ingerido aqui pílulas e mais pílulas anti ferrugem quem sabe no sentido de uma nova ´´Proposta Indecente` com a diva. O que, tenho PhD e trabalho por uma boa comida, oras! 50(tinhas) ou 40(tonas)... tô dentro!
Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar`, ´Um Triângulo de Bermudas` e ´O Desmonte de Vênus` (Ed. Totalidade). Nas livrarias Cultura, Siciliano e ´Pega Sonho``: Rua Martinico Prado, 372 – Higienópolis – SP
Conversa (des)afinada
ATERRO SANITÁRIO DE NOSSA POLÍTICA
Por mais indulgente que seja nossa apreciação, uma conclusão tende a prevalecer. Estamos diante de um gigantesco aterro sanitário, no qual está empilhado o lixo gerado pela atividade política dos últimos anos. Se é de um tamanho como nunca antes a História tenha registrado, ou não, chega a ser irrelevante. Não vamos bater nas teclas gastas do mensalão, aloprados, e outros escândalos relegados a um imerecido esquecimento. Não será preciso. O processo de renovação do lixo é contínuo, com o empilhamento constante de novas camadas de detritos. Para aqueles que se preocupam com a ecologia, uma preocupação a mais. Não se trata de lixo reciclável.
É comum, após cometer uma tolice, praticar quatro outras na tentativa de reabilitá-la, ensina Baltasar Gracián. Será que para apagar as quatro outras seriam necessárias dezesseis adicionais, perguntará o cínico.
Sem discutir os méritos de nossa política externa, regido pelos nossos três chanceleres, ou tenores – se preferirem: Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Samuel Pinheiro Guimarães – recém deslocado para a ponta esquerda da SEALOPRA, os sonhos megalomaníacos levaram a posições que o anti-americanismo endêmico não basta para justificar. São propósitos tão fora do alcance da plebe vulgar que não vale a pena discutir o perdão de dívidas dos Gabões da vida, os tapinhas nas costas do senhor Ahmadinejad, ou as mesuras ao senhor Chávez e ao seu projeto bolivariano seja lá qual for o significado que se quer dar a esse conceito. Trata-se de dogmas indiscutíveis – como todos os dogmas. Ou no linguajar com o qual querem nos acostumar “eixos”.
Mesmo evitando esse debate, já que dar murro em ponta de faca não é sinônimo de sensatez, talvez valesse a pena formular, ainda que timidamente uma pergunta: Tudo bem. Estamos adquirindo a dimensão global do Brasil ano 8, já que antes do desabrochar dessa gloriosa era havia apenas desolação, mas será que para tanto devemos comprar os aviões que ninguém quis a preços estranhamente altos? Não se trata de sair bradando por aí “mais Camembert e menos Rafale”, apenas questionar esses sábios que acham suficiente afirmar que “o barato sai caro” para que em nome de uma aliança estratégica cevada por rapapés gauleses se abra mão de uma elementar praticidade. Nada disso! Ao diabo o parecer dos técnicos que entendem do assunto, temos que habituar-nos com uma percepção superior dos fatos.
Anestesiados por falas triunfalistas, reagimos molemente, para depois atirarmos a toalha. Quem somos nós para discutir esse entendimento superior dos mecanismos da afirmação no contexto global?
Essa discussão não leva a nada, ofuscada pelo problema maior da sucessão presidencial. Na campanha, cujo início foi antecipado, contrariamente ao PAC , cuja conclusão ficou para uma data indefinida, recebemos continuamente mensagens subliminares ou nem tanto: “ No passarán os revanchistas, entreguistas, vendilhões etc. cujo objetivo é acabar com tudo de bom que se fez até hoje – aliás tudo que se fez até hoje nessa octaetéride incompleta merece elogios superlativos – para atirar o Brasil no regime feudal, que prevalecia até o ano 1 da Redenção. O próprio Redentor e seus porta-pensamentos repetem esse mantra. Caminhamos para a transformação do processo político num autêntico programa de auditório, que deixaria o saudoso Chacrinha eufórico. Buzinadas para Serra! E a Dilma? Vai para o trono ou não vai? Vocês querem bacalhau? Querem Bolsa-issoeaquilo? Só tem aqui, no reino encantado do “Nunca antes”. Nunca antes o Brasil teve 190 milhões de habitantes.
O debate que se aproxima permitirá ao eleitor escolher entre FHC e Lula. Ah, eles não estão participando da disputa? Não tem importância. Eleitor, preste atenção, Dilma fará mais que Lula e Serra será pior que FHC. Agora podem votar! Ready, set, GO! diria um entreguista.
O mundo não para...
É preciso vislumbrar o futuro. Tarefa difícil, já que por aqui, até o passado é imprevisível, para não mencionar o presente.
Há, no entanto, a poderosa ajuda de um discípulo de Cassandra, geneticamente modificado. Cassandra era uma profetisa sobre a qual se abateu a maldição de Apolo. Poderia prever o futuro, mas ninguém iria acreditar nela. Nosso Ministro da Fazenda é uma espécie de Cassandra ao contrário. Não acerta uma previsão, porém há uma máquina que ecoa todos os seus prognósticos, para, em seguida se calar, quando constatados os equívocos.
Enquanto as águas do rio da fantasia, no qual não iremos nos banhar duas vezes correm plácidas, geram-se carros alegóricos para o desfile da candidata Dilma.
Já temos o PAC2. Esse sim, acelerará de verdade, e para não soçobrar na monotonia, vamos recriar a Telebrás. É um projeto bizarro, não resta dúvida e isso por uma razão bem simples. Nem nos seus tempos de glória, a Telebrás jamais instalou um telefone, não colocou sequer um orelhão, não enterrou um metro de cabo. Era uma empresa holding, de méritos indiscutíveis, mas jamais foi operacional. Qual o propósito dessa estranha idéia? Injetar dinheiro público numa atividade que o setor privado, convenientemente orientado – para isso existe a Anatel - desempenhará melhor!
Mesmo entregando á Telebrás a rede de fibra óptica da falida Eletronet, como chegará aos assinantes, como percorrerá a famosa ‘last mile’ até a residência dos futuros incluídos digitalmente? Como não se cometerá a sandice de criar uma rede capilar paralela – ou talvez sim... cala-te boca – será utilizada provavelmente a rede das atuais concessionárias. Então, para quê? Para acumular prejuízos durante uns cinco anos – bancados com mais impostos – e colocar mais companheiros a serem apresentados à lei de OHM?
Do alto de sua imensa popularidade NOSSOPRESIDENTE contempla as planícies desse Absurdistão!
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS e membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista. (PPS-SP) – Diretor da Frencoop – Frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
Economia e Vida
União para o trabalho e oportunidade para todos! As cooperativas são um bom exemplo para definir a economia solidária, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, lançada no último dia 17 de fevereiro. Um tema muito oportuno neste momento, diante da fragilidade de regras no mercado, mesmo após a crise financeira, do assistencialismo político-eleitoral que ganha cada vez mais espaço na administração pública e da necessidade de repensarmos um novo modelo econômico, menos excludente e verdadeiramente emancipador.
“A economia não é algo odiado, porém é preciso atentar para o seu modo de usá-la e desenvolvê-la. Não fazemos uma crítica a uma pessoa ou governo, mas a uma mentalidade de concentração de renda e de colocar a economia como finalidade de vida em que poderíamos olhar mais a pessoa humana, principalmente as pessoas excluídas que devem ser mais consideradas”. As palavras do representante da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o arcebispo dom José Alberto Moura, resume bem os princípios que regem o verdadeiro cooperativismo.
É cedo para uma reflexão mais aprofundada sobre a crise financeira que balançou as principais economias do mundo, só que algumas lições já podem ser aprendidas. As regras de mercado se mostraram falhas ao privilegiar as análises macroeconômicas em detrimento da realidade das pessoas, assim como, a busca pelo lucro por si só desconectada da promoção do bem estar social também não tem lastro, fomenta apenas a especulação e aumenta as desigualdades sociais no mundo. Ficou claro que o lucro não pode ser encarado como fim, mas o meio para estimular grandes transformações sócio-econômicas.
Cada vez mais, a teoria econômica tem dado ênfase a microeconomia e as iniciativas de democratização do crédito. Exemplo disso foi à escolha do economista Muhammad Yunus, de Bagladesh, criador do micro crédito, para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2006. Os organizadores do prêmio enfatizaram, na época, uma premissa fundamental: não é possível haver paz sem que haja desenvolvimento, e não há desenvolvimento se persistir a pobreza, a fome e a exclusão.
Desta forma, é possível estabelecer vínculos, mesmo que involuntários, entre os princípios do cooperativismo com a necessidade de repensarmos um novo modelo de economia que desejamos para as próximas décadas, tais como: a adesão voluntária e livre (sem qualquer tipo de discriminação), o interesse pela comunidade, a autonomia e independência, a educação, formação e informação, a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a intercooperação, além, é claro, da responsabilidade social.
Hoje, a maioria dos países desenvolvidos que contam com os melhores índices de qualidade de vida, a cultura cooperativista tem um lugar de destaque. Nos EUA, existe mais de 150 milhões de pessoas associadas a cooperativas, o que representa 60% da população. Em países como a Dinamarca, não existe uma legislação específica para o cooperativismo. Na Alemanha, 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes estão organizados desta forma, onde o próprio movimento cooperativo instituiu um sistema de Controle e Auditoria das Cooperativas, que faz todo o tipo de fiscalização e acompanhamento das sociedades cooperativas.
No Brasil, o cooperativismo já representa 6% do PIB (Produto Interno Bruto), faturando cerca de R$ 85 bilhões anualmente. Dispomos de mais de 7,7 mil cooperativas, com seus oito milhões de associados, que empregam mais de 250 mil pessoas. O problema é que ainda padecemos da incompreensão jurídica, a partir de legislações com forte atuação dos órgãos governamentais, de controle e fiscalização das cooperativas.
Apesar de termos comemorado vitórias importantes no âmbito do Legislativo, no sentido de escorar o crescimento do sistema cooperativista a partir de um marco legal capaz de contemplar os avanços dos 13 ramos de atividade no País, ainda permanece a indispensável e urgente necessidade de aprovarmos o PLC 131/09 que regulamenta o Cooperativismo de Trabalho e um novo texto para o Ato Cooperativo.
Desta maneira, reafirmo o compromisso, como parlamentar, de lutar para que o cooperativismo possa crescer, de maneira sustentável, transformando a realidade de um País tão desigual, a partir dos princípios que regem o verdadeiro cooperativismo.
Dr. André Luis C. Ramalho, é diretor técnico da Secretaria de Saúde de Barueri, especialista em Gestão de Saúde, Psicopatologia e Saúde Pública. Atua em Medicina Generalista Humanizada e no Programa Municipal de Combate à Tuberculose e é vice presidente do Conselho Municipal do Idoso
Papai Noel: Mito Corporificado
A grande e contagiante magia que cerca a época de natal já proporciona a crença em Papai Noel. E a referência visual promovida tão intensamente pela midia acaba corporificando um mito, presente há muitas gerações de nossa especie humana - o Papai Noel. Hoje venho aqui nao apresentar a historia da figura do Papai Noel, mas sim levantar a questão da criança e a figura do mito. Os pais devem sempre trabalhar o imaginário infantil, sabendo tambem respeitar seus limites. Cada criança se desenvolve com ritmo particular, porém e na fase de 6 para 7 anos que há a passagem para o que conhecemos como terceira infância. Nessa fase, a crianca descobre que o tal bom velhinho, grande figura que o presenteava todo final de ano por ser um bom garoto, obediente e estudioso, por fim não existe. Porém também ocorre que a criança já tem pensamentos e lógicas infantis mais estáveis. Nisso, elas se sentem como aliadas dos adultos por deterem o conhecimento secreto. O que pode parecer inicialmente uma decepção em verdade é uma conquista de maturidade. A criança se sente mais adulta em relação às outras crianças que ainda acreditam em Papai Noel (ou em Bicho Papão). Como se fosse uma vitoria da logicidade, é comemorada como conquista de sua astucia! Pode-se verificar, junto à criança, quais foram as pistas que ela usou para descobrir o grande mistério dos tão espertos adultos. Esse partilhar de uma investigação racionalizada deve ser partilhado, pois marca um crescimento individual unico e especial, guardado com muito carinho para o resto dos dias. Natal, época de crescimento! Boas festas e felicidades a todas as criancinhas de Barueri.
Barueri, sexta feira, 25 de dezembro de 2009
COLUNISTA DEPUTADO ARNALDO JARDIM
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS e membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista.Membro da Comissão de Minas e Energia e presidente da Comissão Especial da Capitalização da Petrobrás.
Renovar a esperança
Natal, momento para refletirmos, renovarmos esperanças. Casas iluminadas, confraternização em família, troca de presentes, comilanças... O espírito natalino arrebata corações e mentes, independente da idade, credo ou condição social. Todos imbuídos por sentimentos de compaixão, tolerância, fraternidade e solidariedade incomuns na rotina cotidiana.
Olho para os meus filhos e recordo saudosista do tempo das cartas para o Papai Noel, a espera madrugada adentro pela chegada dos presentes, das brincadeiras na rua com os vizinhos, dos carrinhos de rolimã descendo as ladeiras, as pipas serpenteando pelo céu.
Vivemos a “Era do Conhecimento” que atropela a inocência, despreza o lúdico e, assim, inibe o imaginário.
Estamos conectados ao mundo, seja via celular, computador e toda sorte de parafernália digital. Como é fascinante o engenho do homem. Ganhamos em dinamismo, reduzimos as distâncias, produzimos mais em menos tempo, podemos estar informados sobre as mais distantes realidades da “aldeia global”.
Entretanto, não nos sobra tempo para estarmos com a família, com os amigos, sermos pacientes e amorosos com nossos companheiros, educar e acompanhar o crescimento dos nossos filhos. Acabamos por fim, delegando a função de educar a terceiros, como as escolas, que não são capazes de prepará-los para o mundo que vão enfrentar. Acabamos virando reféns da nossa própria criação, um estilo de vida marcado por um crescente processo de individualização, em que o estresse se tornou uma doença crônica.
A aglomeração nos grandes centros urbanos acaba por completar este quadro desolador de impaciência, desrespeito e pouco amor a vida. É cada vez mais comum testemunhar brigas banais por vagas de estacionamento, discussões de trânsito sem sentido que acabam em morte, famílias inteiras que se submetem a viver em locais degradantes. O menino no farol, o mendigo na calçada, estão incorporados a paisagem como se fossem irreversíveis e não despertam indignação. Situações comuns que nos acostumamos a ver. São tantos os sintomas do endurecimento das relações humanas que não caberiam neste breve texto.
Isto exige posição, empenho em subverter, restabelecer a capacidade de indignar e mudar este quadro. Recuperar sentimentos como solidariedade, compaixão e fraternidade. Humanizar, criar novas referências, disseminar boas ações que sirvam de contraponto ao vale tudo.
Falo isso, diante da experiência de acompanhar de perto iniciativas voluntárias e filantrópicas que com seu trabalho “formiguinha” são capazes de transformar realidades, renovar a esperança e semear um futuro melhor para milhares de famílias brasileiras.
Pode ser uma gota em um oceano, mas o sentimento de solidariedade se dissemina no trabalho anônimo de entidades, empresas e pessoas que no voluntariado buscam o renascimento da fé e da esperança. Restabelecer a vontade coletiva de transformar sem se submeter ao individualismo como regra comportamental. Essas ações servem para ensejar o ideário daqueles que, como eu, acreditam que é possível construir um mundo melhor, mais justo e solidário.
Atitudes que servem de incentivo como pai, marido e homem público para exercer as práticas cotidianas com ética, trabalho e seriedade. Manter a capacidade de se indignar e sonhar com um mundo melhor. Então, vamos arregaçar as mangas, doar um pouco do nosso tempo, carinho e atenção às causas sociais. Afinal, no mais singelo dos gestos pode estar o verdadeiro espírito de natal.
Feliz Natal e um ótimo 2010!
Santos, sexta feira, 27 de novembro de 2009
COLUNISTA DEBORAH FELICIANO
Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
Musculação para idosos
Já não é novidade que a prática de exercícios é recomendada para toda e qualquer idade e que não existe idade limite para começar.
A imagem do idoso que anda devagarzinho, come lentamente, treme, tem a fala tremida, e dificuldade para se movimentar já não condiz com nossa realidade. Cada vez se vive mais e podemos viver mais e melhor! E perder nossas capacidades por falta de exercitá-las é uma escolha triste.
Mesmo quem nunca praticou, pode se beneficiar com os exercícios. Para garantir uma velhice saudável já sabemos que exercícios são fundamentais, mas e os que nunca praticaram? Ainda está em tempo? A resposta é sim!
Após uma passagem pelo médico para verificar se não existe nenhuma implicação e apara que ele ateste e verifique em que condições se encontra a saúde do idoso, ele poderá iniciar sua prática sempre orientado por profissionais que já estejam habituados com esse tipo de trabalho.
Atividades leves e moderadas de baixo impacto são ideais para começar. O Treinamento de Força ou também chamado TCR (Treinamento Contra Resistência) é fundamental para essa população que tem necessidades especiais e precisa retardar e recuperar massa muscular e óssea.
Já não surpreende mais encontrarmos senhores e senhoras de 60, 70 e 80 anos praticantes de musculação e ao perguntarmos sobre sua satisfação sempre encontramos um sorriso e muita disposição.
O segredo é que a musculação previne perdas importantes. A perda de massa muscular se inicia aos 25 anos. Se pensarmos em quanto uma pessoa de 70 anos já perdeu, é assustador!
E essa perda também está associada a diminuição de atividades físicas praticadas. O acúmulo de gordura intramuscular e o aumento do tecido conjuntivo também afetam as propriedades contráteis dos músculos.
Nos idosos o fortalecimento muscular é fundamental para a sustentação corpórea, para a postura (evitando corcundas e outras alterações posturais), para o bom funcionamento das articulações (evitando artrites, bursites etc), incremento de força muscular e flexibilidade, manutenção das capacidades e habilidades motoras, tais como velocidade, equilíbrio, impulsão, força, resistência, destreza, além de outros benefícios direta ou indiretamente relacionados como por exemplo, controle dos esfíncters, condições para locomoção sem auxílio de bengalas ou muletas, controle dos gestos, capacidade para subir e descer e escadas, etc.
A prática desses exercícios tem sido muito associada a tratamentos para lesões na coluna. Músculos enfraquecidos com pouca capacidade de sustentação e alongamento, levam a uma postura indesejável e consequentemente as articulações são sobrecarregadas ou até desviadas levando a uma provável lesão combinada com dores que cada vez ficarão piores. E tudo isso por falta de exercícios!
As pessoas ainda não criaram o hábito de agir de forma preventiva. Costumamos procurar soluções para “apagar incêndios”, mas deixamos de reservar tempo de nossas vidas para evitar que eles ocorram. E muitas vezes os incêndios não se apagam com facilidade e com o aumento da idade, torna-se cada vez mais difícil.
A diversidade de medicamentos para dores é cada vez maior, clínicas de fisioterapia estão repletas de pacientes que poderiam não estar ali se seguissem os devidos cuidados mas as academias apesar de já receberem cada vez mais alunos com idade avançada, poderiam receber muito mais.
Basta que a gente se dedique pelo menos uma hora por dia a cuidar do único bem que realmente terá importância se quisermos chegar aos 90 ou 100 anos (ou mais) com qualidade e donos de nossas capacidades.
Você acha que 1 hora por dia é muito tempo do seu dia? Pense nas outras tantas que você levou até esse momento para chegar as condições que se encontra hoje.
Dr. André Luis C. Ramalho, é diretor técnico da Secretaria de Saúde de Barueri, especialista em Gestão de Saúde, Psicopatologia e Saúde Pública. Atua em Medicina Generalista Humanizada e no Programa Municipal de Combate à Tuberculose e é vice presidente do Conselho Municipal do Idoso
Síndrome de Couvade e a
importância do pai
durante a gestação
Olá leitores! Hoje discutiremos em breves linhas a importância do pai na gestação saudável. Um tema interessante e ao mesmo tempo intrigante aos olhos de todos nós.
Atualmente, a discussão do papel do futuro pai no pré-natal de sua esposa já não é mais alvo de estudo, mas já foi incorporado às práticas e vivências do cotidiano de quem vive uma gestação.
Porém, além que discutir somente a importância deste pai na gestação, é interessante discutir também a Síndrome de Couvade – derivado de Couver (termo basco para “chocar”).
Muitos maridos passam a tratar a mulher de maneira muito diferente da habitual, como se a esposa estivesse doente, cercando sua liberdade de movimentação ou expressão, porém, outros desenvolvem essa síndrome.
Recomendamos que o companheiro procure ser carinhoso, atencioso e, principalmente, mostre atração física e psicológica pela mulher, que muitas vezes se sente fisicamente menos sensual pelo estado gestacional e mudanças de seu corpo.
Portanto, carinho e atenção à mulher grávida nunca são demais. Em estudo realizado nos Estados Unidos, de 267 parceiros de mulheres pós-parto 60 (22,5%) dos homens sofriam dessa síndrome. Uma taxa de prevalência de 225 em 1000 maridos sob risco devido à gravidez da esposa.
Muitos dos sintomas eram vagos e inespecíficos como cansaço, desvalia e fraqueza, bem como sintomas mais típicos da gravidez como dor lombar, ardência ge-nital, retenção de água (não confirmados em exames físicos), tontura, dores na virilha, náuseas, cólicas abdominais.
Interessante comentar, que é comum a queixa de dor retroesternal (no centro do peito) e referirem que a dor é como “se algo estivesse querendo sair”. Heggenhougen escreveu, certa vez, que pode-se interpretar essa síndrome como “ uma forma subconsciente de participação ou, talvez, até competição com a esposa”, enquanto o couvade é uma “participação consciente, embora possa ter base também subconsciente.
Os clínicos devem estar atentos e conscientes da possibilidade de sintomas inexplicados, tanto físicos como psicológicos, em muitos pais gestantes.
Santana de Parnaíba , quarta feira, 25 de novembro de 2009
COLUNISTA MARIAZINHA FERNANDES
Mariazinha Fernandes,pintora parnaibana, retrata a cidade de Santana de Parnaíba com suas construções coloniais, além de seus folclores e suas festas antigas e ingênuas, que dentro do estilo Naiif, usa cores alegres e motivos regionais, sendo uma pintora regionalista. É retratista e restauradora. Mora em Santana de Parnaíba, cuja história conhece profundamente. Artista plástica muito respeitada e premiada.
O Caboclo
Este quadro representa um típico caboclo brasileiro. Calmo, sem preocupação com grandezas, com competições, com essas bobagens todas desse mundo moderno que só escraviza o ser humano, fazendo-o esquecer da simplicidade da vida. Esse tipo de sertanejo, em seu sítio fazendo seu cigarrinho de palha na porta de seu simples rancho, tendo um sabiá na gaiola, suas criações soltas no quintal, o amanhecer, o anoitecer, suas crenças e religiosidade e seu temor à Deus. Isto fazia parte de sua vida calma. Eram tipos comuns nos arredores de Parnaiba onde existiam sítios antigos e cheios de poesia, mas isso pertence ao passado, a um tempo que já se foi e não volta mais. Infelizmente, é por isso que tudo vai se acabando e levando embora as coisas simples, puras e verdadeiras como essas pessoas antigas, autênticas e amigas de verdade.
COLUNISTA MIRIAM ZELIKOWSKI
Miriam Zeliskowski, é mestre em energias terapêuticas, trabalha com energias-kabbalah em consultório e ministra cursos de kabbalah na PUC-SP, mestre em energias terapêuticas, mestre em Poder Fatorial, Odontologia Emocional,
Ortopedia funcional dos maxilares,
Terapia miofuncional da face,
Terapia Floral- Bach-Saint Germain- Australianos- Californianos,
Meditação tibetana e cabalística,
Equilíbrio emocional e físico,
Realização pessoal,
Harmonia de ambientes,
Cromoterapia visual,
Expansão de consciência,
Orientação a nível emocional e espiritual,
Mestre Reiki-Karuna- Seichim-Kabbalah.
"A força da palavra alcança os céus, mas a força do coração alcança todo o universo e faz toda a diferença em qualquer ponto do infinito"
DRA. MIRIAM ZELIKOWSKI.
O sorriso
O sorriso é fundamental á vida. É parte do reflexo
do sentimento da alma. Sem o sorriso, é como
viver sem aproveitar. Sem o sorriso, é como
receber a luz do sol, mas continuar com o coração frio. É imprescindível sorrir, pois assim, se afasta o drama, e se atrai o melhor que ainda está por vir. Sorria diante da adversidade da vida, pois é assim que o vencedor caminha. E, do sorriso permanece a confiança que liga o ser humano ao universo que brilha. Luz brilhante que somente é visível naquele que sorri, porque sabe que assim, é o reflexo da alma quando conectada com a força maior do criador. Sorrir é como respirar. É uma força vital e necessária.
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS e membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista.Membro da Comissão de Minas e Energia e presidente da Comissão Especial da Capitalização da Petrobrás.
Dezoito estados brasileiros no escuro. Linhas telefônicas congestionadas. Trânsito caótico. Comércio fechado. O medo e a insegurança estampados no semblante de milhões de brasileiros, que ficaram horas no escuro. A luz veio do povo brasileiro que, de forma ordeira e civilizada, enfrentou a situação.
Porém, continuamos sem respostas. Raios, curto circuitos, falha humana, descargas elétricas... Setores do governo ainda batem cabeça para tentar explicar o inexplicável. O sistema elétrico brasileiro demonstrou vulnerabili-dade e ainda corremos o risco de escassez energética pelo ritmo lento de investimentos em geração, transmissão e manutenção.
Neste momento crucial, o governo parece mais preocupado em blindar a ex-ministra de Minas e Energia, responsável pelo novo marco regulatório do setor elétrico, e atual candidata à Presidência da República. A transparência deve ser a primazia de um governo verdadeiramente democrático e o Brasil precisa de uma resposta convincente do motivo que levou boa parte do País às escuras e, mais importante, o que está sendo feito para que isto não volte a ocorrer.
Por isso, apresentei na Comissão de Minas e Energia um pedido de audiência pública para que o Ministro Edson Lobão e a Ministra Dilma Rous-seff respondam à questões estratégicas, que estão colocadas de lado pelo atual governo e ressurgem ganhando importância, como:
– A demora e a burocracia imposta pelo licenciamento ambiental que paralisa os principais e maiores empreendimentos em geração hidroelétrica;
– A paralisia de obras prioritárias do propagado PAC e os investimentos públicos necessários nos setores de infraestrutura, principalmente na área energética, além do fortalecimento das Parcerias Público Privadas, hoje, praticamente inexistentes;
– O uso indi-criminado de usinas térmicas movidas á óleo combustíveis, que eram emergenciais e que, agora, vão pesar no bolso do brasileiro e poluir o meio ambiente. Hoje, 10 mil megawatts injetados no sistema interligado, número que deve aumentar, pois 62% do crescimento da oferta de energia elétrica, entre 2009 e 2013, será a base de usinas térmicas
;– A definição da participação de energias renováveis na matriz energética nacional. E, a realização de leilões de energia nova voltados para energias limpas e renováveis, além da retomada de programas como o Proinfa;
– O desafio da eficiência energética dentro da agenda de um Plano Nacional de Desenvolvimento que tenha como princípio a sus-tentabilidade;
– E, mais importante e atual, debater qual uso faremos das riquezas advindas das profundezas da camada do Pré-Sal, uma oportunidade única que carrega muitas expectativas, promessas eleitoreiras, além de uma alta dose de ufanismo. Não adianta ter um sistema interligado vulnerável, capaz de paralisar as principais capitais do País. Muito menos, culpar São Jorge e toda sorte de intempéries climáticas.
A Lei das Agências Reguladoras ainda aguarda votação no Congresso Nacional, o que intensifica o enfraquecimento de órgãos reguladores, diante do contigenciamento sistemático de recursos e pelo aparelhamento de quadros técnicos.
Planejamento, gestão, transparência, combate ao desperdício dos nossos recursos naturais, diversificação da nossa matriz energética, que deve ser compromissada com a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Estas devem ser as premissas de um debate propositivo, necessário para garantirmos uma energia barata, acessível, abundante e limpa para um crescimento econômico sustentável.
Raul Jafet é radialista e apresentador do programa "Quebrando a Banca" que vai ao ar às quartas feiras às 22:30h, pela TV aberta, Canal 9 Net ou 72/99/186 da TVA - Telefonica e, pela Rádio Record AM 1000Khz, nas segundas e sextas feiras às 22:00 horas.
Quem será o pior?
Fala-se muito no Planeta que deixaremos para nossos filhos, mas ninguém fala sobre os filhos que deixaremos para este Planeta.
Por pura irresponsabilidade, falta de autoridade, de comando, carência dos princípios éticos, morais, religiosos, dos bons costumes nos pais de hoje em dia, jovens da pior qualidade estão sendo despejados aos milhares pelo mundo.
O que se vê é, cada dia mais, o não compromisso com a seriedade, honradez, honestidade, amor ao próximo e outros princípios, como os de soliedariedade, boa conduta e respeito.
Quando o dinheiro e o poder passam por cima de tudo e a inocência pueril passa ao longe, pouco se pode esperar da sobrevivência do planeta, que tanto depende dos compromissos e do respeito.
Fica, o planeta nas mãos de pessoas que o condenarão à cruel devastação à que está caminhando. E, ele, planeta, responderá, devolvendo ao Homem sua fúria, com aquecimento global, mudanças climáticas radicais e terríveis fenômenos metereológicos, que varrerão a raça humana em sua maioria, para uma nova Era que há de vir, como nos tempos de Noé.
Celso Fernandes, jornalista, escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa.
TEVÊ À MANIVELA
Sessão boca livre
Como tudo do que já foi dito, e é bom que seja repetido, que ela existe e em larga proporção! (Sic) Ou não teriam se inspirado milhares de outros autores na obra de Da Vinci, na sua obra ´´a mesa posta`` para o que vemos em crescimento contínuo de ´´bocas nervosas`` a cada novo cenário melodramático, como dentro do usufruto do clássico ´´Infielmente tua`` (vivido por Nastassja Kinski, 1984) e que parece fazer sempre roteiro de um mesmo claquete de cinema. Digo, das nossas novelas brasileiras.
E tudo nos importados, quando pelo muito exagerado, o dólar não perde a cor verde dentre nenhum dos ´´magnatas``, atuando. Vai ver que foi a partir daí que o ´´patrão`` Sílvio deixou de estalar tanto aquele milhãozinho suado, indo pra boca dos mais espertos. Aviõezinhos?
Se, realmente, a ambição fala mais alto, algumas gotas de Engove não seria por menos no majestoso colosso empresarial, pra tapar a arcada dentária de qualquer ser mortal que duvide que a criação perdeu o rumo, perdeu o sentido. Ora, se começou na segunda, então vamos pra terça, quarta, quinta, estendendo na demasia da ´´claqueteria`` 24 horas no ar!
Agora, que tem muita gente que anda querendo imitar a arte desse lado de cá da ´´tele-mentirinha``, resta saber que padrão obedecer até mesmo no gênero ´´Perdoa-me por me traíres``, ou, que seja uma alegoria só pra a continuação da aplaudida peça ´´Trair e coçar...`.
E, tome nota que o processo de imitação vai além da imitação. Aliás, quem nunca quis pisar na Calçada da Fama, ainda que a calçada por esses lados da nossa cinédia esteja mal acabada? Tarcísios, Glórias, Reginas, Chicos Cuocos, eternizaram suas insígnias. E de carteirinha! Vindos, por certo, de uma época que lá podia se imaginar o efeito estufa! Globalização? Yes. Thanks...
No foco das imagens, o quadro se repete. ´´Onde estão os meus milhões pra eu torrar no caixa dois fora das minhas empresas?``. Mesmo que no virtual, orelhinhas e orelhões que perdoem o grau de visão, porque da próxima vez eu também quero estar bem vestido.
E ando treinando no campo da boa dicção. Porém, pela ordem do dia, não seria melhor almoçá-los antes que nos jantem? Ou, que fique valendo mesmo as relações fronteiriças na sempre oferenda da incontrolável gula num certo comportamento de over, excessivo, e que se manifesta em vários planos.
Como no emocional, financeiro, festeiro, baderneiro - sem esquecer que tudo - é mais que um bom motivo pra nos servirem a próxima dose. Já quanto aquela outra garfada em cima do meu filé mignon ao molho de gorgonzola... Chapinha, esse eu vi primeiro! É uma pena, de verdade, que tem coisas que a gente come só com os olhos e bem fora do palito!
São Paulo, sexta feira, 06 de novembro de 2009
COLUNISTA DEBORAH FELICIANO
Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
Choveu, e agora?
Aliás, esse ano não faltou chuva! Para os praticantes de caminhada e corrida ao ar livre, isso atrapalhou bastante. Mas, enquanto a chuva não passa, podemos substituir exercícios e não ter “preguiça”.
Para quem não possui esteira ergométrica em casa, não freqüenta uma academia e só faz caminhadas na rua, no parque, na praia ou em qualquer local aberto, é importante manter-se ativo.
Atividades aeróbias quando realizadas com uma freqüência de, no mínimo, 3 vezes por semana, ajudam no controle do peso, no fortalecimento do músculo cardíaco, na capacidade respiratória aumentando o consumo do oxigênio, na melhora da qualidade do sono, melhora o humor, melhora a saúde mental, ajuda na prevenção e no controle de doenças como hipertensão, diabetes, lombalgia, acidentes vasculares cerebrais e obesidade, auxilia no controle do colesterol, melhora significativamente o sistema imunológico, aumenta a disposição, auxilia na prevenção e no tratamento da osteoporose, diminui o risco de varizes, etc.
São muitos os benefícios proporcionados pela atividade aeróbia, pois a zona aeróbia se dá entre 65% a 80% de nossa freqüência cardíaca máxima e é possível monitorá-la através de equipamento específico.
Se você ainda não pratica atividades aeróbias, antes de começar procure um médico, faça os exames e peça para que ele ateste sua saúde e observe se há limitações.
Mas, se você já é praticante e não quer ficar parado enquanto a chuva não passa, vamos a algumas dicas:
Aproveite as escadas! Subir e descer escadas é um excelente exercício. Comece aos poucos, sob velocidade moderada. Não possui escadas? Um degrau substitui!
Atenção:
Primeiríssimo cuidado, RESPIRAÇÃO LENTA!!! Inspire pelo nariz lentamente e profundamente, e expire se possível também pelo nariz. Cuidado para não hiperventilar (respiração de cachorrinho), isso poderá diminuir sua pressão arterial e/ou causar outros efeitos negativos e acumulativos durante o exercício.
Pise no degrau com firmeza, empurrando o calcanhar no chão para subir.
Evite impactos! Muita atenção para não sobrecarregar as articulações, pise com firmeza, mas procure controlar o impacto. NÃO EXTENDA TODO O JOELHO. Evite os chamados “tranquinhos” que são uma forma de impacto também. Na descida, suavize o impacto e evite descer correndo para não cair e se machucar.
Aumente a velocidade GRADATIVAMENTE. Nada de sair correndo no primeiro dia.
Ficou fácil? Quer trabalhar os glúteos? Suba dois degraus de cada vez, posicione o pé em todo o degrau, empurre o calcanhar no chão para subir, controle a velocidade e verifique se seu joelho não vai ultrapassar o seu pé de apoio.
Por quanto tempo? Isso dependerá do seu condicionamento físico, 5 minutos para começar, descanse 1 minuto e continue até atingir pelo menos 20 minutos de atividade. É possível também aumentar as séries, chegando a 5 ou 6 séries.
Por exemplo:
5 minutos + 1 de descanso
5 minutos + 1 de descanso
5 minutos + 1 de descanso
5 minutos + 1 de descanso
Está fácil? Aumente os minutos progressivamente e o tempo de exercício, 30 minutos, 35 minutos, 40 minutos...
Por exemplo:
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
E assim, progressivamente.
Outra opção muito interessante é misturar séries de abdominais, pode ser durante o descanso e assim podemos realizar um descanso ativo, ou pode ser depois, ou ainda substituir séries.
Por exemplo:
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos de abdominais + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos + 1 de descanso
6 minutos de abdominais + 1 de descanso
Aproveite também para alongar! Capriche, arraste os móveis, ponha uma música que te agrade e alongue moderadamente antes de começar os exercícios e, repita, ao acabar. Alongamentos pedem movimentos lentos, respiração lenta e profunda.
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS, membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista e diretor da Frencoop - frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
Risco Cambial
Desequilíbrio na balança comercial causado pelo aumento das importações, enxurrada de dólares valorizando em demasia o real. Tudo isso, causa preocupação quanto ao futuro da nossa economia e a herança que o Governo Lula deixará para a próxima administração.
Precisamos de uma política cambial capaz de “separar o joio do trigo”, ou seja, oferecendo um tratamento diferenciado ao investidor interessado em crescer junto com o País e taxar aquele que deseja aproveitar das altas taxas de juros e apostar na especulação financeira.
O fluxo descontrolado do capital é um dos vetores da bolha especulativa que culminou numa crise financeira. Da nossa parte, é fundamental estabelecermos mecanismos para evitar que a valorização cambial prejudique a saúde da economia e comprometa o superávit da balança comercial.
É preciso rever o tabu que cerca o controle de capitais, sempre rechaçado pelos liberais, os mesmos que pregavam com fervor o Estado Mínimo e que depois suplicaram por resgates bilionários para salvar instituições financeiras e empresas.
A equipe econômica do governo demorou, mas assumiu que é preciso agir. De início, disse que não havia nada de preocupante, depois, afirmou que o dólar despencava em todo o mundo e nada poderia ser feito. Acabou convencida pelos fatos e teve de se mexer. È difícil prever se as medidas apresentadas até momento não são mais uma maquiagem mal feita.
A questão cambial pode e deve ser utilizada como um instrumento desenvolvimentista que deve caminhar, lado a lado, com a busca por juros mais racionais, uma profunda reforma tributária, a retomada dos investimentos em infraestrutura, além do aperfeiçoamento e inovação do nosso parque industrial, a partir de uma visão de médio e longo prazo de um Plano Nacional de Desenvolvimento.
Alguns países, como o Chile, adotaram um regime de quarentena para o capital estrangeiro. Também defendo que as empresas exportadoras mantenham uma poupança externa para suas operações internacionais, estipulando que o repatriamento do lucro deva ser utilizado para aumentar a capacidade produtiva, gerar empregos e renda aqui.
Sem penalizar setores que dependem das importações, devemos distinguir os que não podem ter o mesmo tratamento de empresas que se utilizam da valorização do real para realizar importações predatórias para o interesse nacional.
Em suma, a falta de uma política cambial consistente denuncia a necessidade premente de alterarmos o atual modelo econômico. Este foi concebido num momento em que convivíamos com o “dragão da inflação”, dívidas externas e internas descontroladas, ociosidade da capacidade de produção industrial e etc.
Agora, o momento é outro, é preciso trocar a ortodoxia por uma ousadia responsável. Iremos sediar os mais importantes eventos esportivos do mundo, que devem demandar investimentos vultosos nos próximos anos. E mais do isso, temos a chance real de ingressarmos no restrito rol dos principais exportadores de petróleo e derivados, com a exploração da camada do Pré-Sal.
Precisamos de investimento sim! Um investimento que seja compatível com um Plano Nacional de Desenvolvimento capaz de transformar a realidade atual de um país emergente e desigual, para fazer emergir uma nova e pujante grande potência mundial do Século XXI. Cabe a nós, estabelecermos o tipo de desenvolvimento que desejamos. Aquele especulativo que traz benefícios imediatos? Ou aquele durador, capaz de nos colocar definitivamente no lugar que nos cabe no tabuleiro global.
Alexandru Solomon, formado pelo ITA em Engenharia Eletrônica e mestrado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas, autor de ´Almanaque Anacrônico`, ´Versos Anacrônicos`, ´Apetite Famélico`, ´Mãos Outonais`, ´Sessão da Tarde`, ´Desespero Provisório` , ´Não basta sonhar`, ´Um Triângulo de Bermudas` e ´O Desmonte de Vênus` (Ed. Totalidade). Nas livrarias Cultura, Siciliano e ´Pega Sonho``: Rua Martinico Prado, 372 – Higienópolis – SP
A CRÔNICA DO ALEXANDRU SOLOMON
Teimosia
Pois é, essa a praia dos donos da verdade. De alguma forma, aprisionaram a ave rara ou, melhor dizendo, pensam tê-lo conseguido. Defensores pertinazes desse algo difuso, aceitarão qualquer desafio, tentando comprovar o quanto acertaram. Os verdadeiros teimosos não aceitam outra voz, a não ser a própria, convenientemente confundida com a da razão. Tornaram-se guardiães das próprias quimeras. Guardiães ou reféns?
Nada mais ilusório do que esse ‘status’. Infeliz miragem em dois tempos. Em primeiro lugar, desfilam os orgulhosos, persuadidos de possuir o saber. O que seria essa posse? Simplesmente deter a senha que dá acesso à verdade única, total, mítica. ‘Eu tenho certeza disso’ está estampado nos seus cartões de visita, na sua roupa de cama, nas suas lápides mortuárias.
Impossível encontrar algo mais perigoso do que a certeza de um ignorante, a não ser a certeza de um sábio. Isso por uma razão bem simples.
O tolo possui pouca credibilidade. Está persuadido de dominar algo, mas ninguém dá a mínima importância. A pregação dele será, via de regra, corroída pela chacota associada ao seu primo, o descrédito, ao qual se junta a gargalhada da qual o néscio se faz merecedor. A armadura das suas certezas absolutas não passa de um fugaz jogo de espelhos, do qual ele é o único dependente. Ele irá espernear. Poderá até discursar em praça pública, mas tudo durará o tempo necessário para que os curiosos tenham saciado a vontade de dar uma impiedosa gargalhada. Poderá até, vitima da soberba, achar que por instantes foi o soberano sem coroa de um reino sem fronteiras. ’Eu sei que ... ’ Não sabe. Está equivocado. Sob sua bandeira não haverá seguidores. Viva o bloco do eu só! Até esse ponto, será apenas um pobre diabo, embora não o confesse nem ao seu prendedor de gravata, se é que o tem. E quem diz que isso lhe basta? Para ser um verdadeiro teimoso, terá de persistir na crença, chovam canivetes ou raros perfumes. Nada o abaterá de sua rota, segmento de reta sem nada que o defina. Impermeável a qualquer argumentação ele é um ‘homo sapiens’ apenas na classificação animal. Sem argumento para defender suas posições e sem a menor intenção de modificá-las, cobrará apoio. Ao ver que este lhe é negado, enfrentará o bom senso e o mundo se preciso for. Uma paixão não compartilhada é outra oportunidade que o destino oferece para exercitar a caturrice. Rejeitado, nunca aceitará essa condição. O amor se transforma em ódio. O preço da transformação, para a pessoa amada, poderá ser a vida.
O sábio vitimado pela 'fata morgana' de um sofisma ao qual sucumbiu, está numa situação diferente. Possui credibilidade. Além do argumento da autoridade, ostentará a autoridade dos argumentos, com os quais poderá subjugar outros, arrastá-los para empreitadas ousadas, transformá-los em bucha de canhão do seu próprio equívoco. Inebriado por poder cooptar discípulos, será um eterno insaciável. Proselitismo é a sua arma. Seu discurso, viciado pelo erro do qual não tem consciência, convence, seduz, cativa, arrasta. Diferentemente do tolo, apegado para sempre a um falso conceito, ele poderá analisar e, um belo dia, descobrir o erro. Sendo teimoso, no entanto, não irá reconhecer que a aventura, para a qual seu poder de persuasão arrastou multidões, partiu de uma premissa falsa, ou, por algum atalho proibido pela lógica, levou a uma aberração que o derrubou. Admitir o engano é mais doloroso do que qualquer perda material. O orgulho irá se opor empedernidamente. Saberá morrer abraçado a um fantasma translúcido, acreditando ser do fantasma o perfeito amante. Vestígios de razão tentarão conquistar algum espaço. Em vão.O sábio pode também se apaixonar, embora a paixão se pareça com a antítese da sabedoria. Na verdade, a conseqüência imediata da flechada de Cupido será relegá-lo à categoria anterior. Saberá, se rejeitado, dar contornos diferentes ao drama. Não será capaz de desistir. Nem sempre Cupido está disposto a desperdiçar sua preciosa munição. Às vezes, se limita a disparar dardos de paixão política. Em época de liquidação, serão os da paixão clubística. O efeito é o mesmo. Vítima da servidão humana, o alvo seguirá cedo ou tarde a coreografia do desespero.
Tolo ou sábio, o cacoete de fazer pé firme está presente. Os estragos que o sábio poderá causar serão infinitamente maiores além de deixar profundas seqüelas.
Entre esses dois extremos surge um instigante ser híbrido, o líder carismático, que suficientemente basbaque para ser líder, ou cegado pela ilusão de ótica causada por algum clarão de verdade particular que pensa ter descoberto, grita as suas palavras de ordem, repetidas pela patuléia. Reparem que a massa de manobra será composta pelos que não têm capacidade de discernimento – outros pensaram por eles – ou então caíram na armadilha de alguma vulgar inverdade, vendida numa embalagem convincente. Não há teimosia nas ovelhas de Panurgo, apenas integram alguma unanimidade burra. O grande líder incapaz de uma mudança de rota, breve se torna um maquinista de trem desgovernado. Os trilhos da teimosia o guiarão ao fracasso. A História está repleta de momentos nos quais faltou a ‘maldita lucidez.’
Para o gran finale dessa pequena história, reservei a cruel surpresa que ignora o QI da vítima, o segundo tempo da miragem. Raras são as verdades eternas. Ai das vítimas que se sacrificam no altar dos conceitos que já perderam sua validade. Defenderam com unhas e dentes um fantasma que, do alto de um degrau mais alto do conhecimento, revelou-se enganador. Nessa fossa comum, o lorpa e o filósofo coabitarão em harmonia sob a vaia estrepitosa da posteridade. Se não for vaia, será a aceitação indulgente com a qual brindamos o ‘E pur si muove’ de Galileu. Heróico ao insistir na sua idéia, seu conceito de Universo não passa de brinquedo no jardim da infância do conhecimento atual.
Alguns estarão fazendo mofa, achando que isso não lhes diz respeito. Eles não são teimosos – acreditam – são determinados, pertinazes, persistentes, coerentes, enfim. Pode ser. Perseguiram tenazmente não uma idéia, e sim uma ambição ou um objeto material. Pensam ter entrado nesse comentário como Pilatos no Credo. Por teimosia, jamais aceitarão o rótulo de teimosos.
*Crônica do livro ´´Sessão da Tarde``, Editora Edicon.
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS, membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista e diretor da Frencoop - frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
A energia da nossa terra
O mês de outubro marca a realização de importantes eventos como a IX Conferência Internacional DATAGRO, o seminário "O Setor Sucroenergético e o Congresso Nacional: construindo uma agenda positiva", organizado pela UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar, além da entrega do Prêmio Mastercana 2009, no qual serei laureado como um dos “Os mais influentes do Setor”.
A proximidade da reunião das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), somada a expectativa em torno do período pós-crise global, fez com que o mundo retomasse o debate em torno da matriz energética ambientalmente correta e economicamente viável. O nosso setor sucroenergético pode desencadear grandes mudanças no paradigma energético, econômico e social do mundo.
Um ponto em comum nestes eventos é a constatação de que as demandas ficaram mais complexas diante de uma nova realidade: a indústria sucroenergética se tornou estratégica para o País.
Por isso, saúdo a iniciativa do setor produtivo de se antecipar as novas exigências, a partir de um grande pacto, envolvendo poder público, setor produtivo e trabalhadores, para melhorar as condições de trabalho e a requalificação profissional; a antecipação do prazo para o uso da queima na colheita; assumindo compromissos com o zoneamento ecológico; ampliando os investimentos em inovação e pesquisa; além de aumentar a participação da bioletricidade nos leilões de energia nova.
Cientes de que estamos falando de uma atividade privada, é fundamental sermos capazes de compatibilizar seus interesses com os interesses do Estado. Não estou falando em intervenção, mas do papel que o Legislativo precisa desempenhar na elaboração e aprovação de propostas para estimular a concorrência, evitar a oscilação de preços e garantir o fornecimento da bioenergia.
Defendo a definição do papel estratégico da bioeletricidade e do etanol na matriz energética. Para tanto, defendo a formação de uma Secretaria Nacional para o Desenvolvimento dos Biocombustíveis, órgão que estaria ligado diretamente à Presidência da República, com a participação de toda a cadeia produtiva. Hoje, estas questões se dispersam em vários ministérios e secretárias, com diferentes linhas de abordagem, interesses e grau de atuação.
Entre suas atribuições, destaco a elaboração de um marco regulatório específico para os biocombustíveis, capaz de melhorar o planejamento, assegurar estabilidade e a previsibilidade na produção. Para tanto, defendo as seguintes propostas:
– Fortalecer as comercializadoras e rever a atual estrutura de comercialização que penaliza o produtor;
– Estabelecer um tratamento tributário diferenciado para os biocombustíveis, com: alíquota nacional de ICMS; IPI diferenciado; uso da CIDE como imposto ambiental e regulatório;
– Definir as responsabilidades quanto ao transporte e a logística, fortalecendo parcerias entre governo e iniciativa privada (ex.: PPPs) para viabilizar a construção de alcooldutos, hidrovias e ferrovias;
– Garantir a warrentagem como um instrumento anual, com recursos orçamentários garantindos;
– Estabelecer uma estratégia de comercialização internacional dos biocombustíveis nas diferentes esferas de discussões internacionais;
– O estabelecimento da bioeletricidade como fonte energética prioritária em complementariedade à energia hídrica, a partir da garantia de compra, da realização de leilões de energia nova voltados para a bioeletricidade, de ampliação das linhas de financiamento, de isenções fiscais para a substituição e compra de maquinário visando à criação de excedentes para a rede pública, além de assegurar a conexão do empreendimento com a rede de distribuição.
O limite para crescimento da agroenergia tem a ver com o tamanho dos investimentos destinados à inovação científica e tecnológica. Os EUA investem US$ 1,5 bilhão por ano em pesquisa para obtenção da tecnologia de produção do etanol de celulose. O Brasil pode e deve liderar o desenvolvimento desta tecnologia, tem especialistas altamente capazes para tanto, mas é preciso investimentos pesados, público e privado, em pesquisa.
A despeito de todo o entusiasmo com a exploração da camada do pré-sal, deveríamos utilizar parte dos recursos para fomentar a eficiência energética e o desenvolvimento dos biocombustíveis, no sentido de nos adequarmos as novas exigências globais na luta contra o aquecimento global.
São excelentes perspectivas para o nosso setor sucroenergético, afinal temos as melhores condições geográficas, climáticas, culturais, econômicas e tecnológicas. O papel do Brasil pode ser – e será – extraordinário e estamos nos preparando para isto.
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS, membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista e diretor da Frencoop - frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
Ainda sob o efeito da crise global, a designação do Prêmio Nobel de Economia para os professores norte-americanos Elinor Ostrom e Oliver Williamson, causou certo estranhamento entre os economistas mais ortodoxos, mas apontou um caminho importante em relação ao papel das organizações sociais. Apesar de não ter sido o escopo dos estudos, tanto a tese de gestão comunitária de recursos naturais (Ostrom) como o processo de tomada de decisões das empresas (Williamson), ambos me remetem aos princípios que regem o verdadeiro cooperativismo.
Ostrom e Williamson são cientistas sociais que analisam as decisões tomadas fora do mercado, propondo em seus trabalhos uma nova abordagem econômica, no sentido de ampliar o seu espectro meramente quantitativo para um campo multidisciplinar, em que as organizações sociais ganham cada vez mais espaço, em detrimento do papel do Estado e de suas regulações.
Na contramão de dogmas mercadológicos, o trabalho de Ostrom fez cair por terra à tese de que quando comunidades administram recursos ou bens finitos, acabarão por destruí-los, e que a melhor é uma regulação centralizada ou a privatização.
Com base em pesquisas de campo sobre gestão de áreas de floresta, suprimento de água e pasto, ficou comprovado que a gestão comunitária pode ter resultados melhores do que o previsto, principalmente, em se tratando de políticas públicas. Pois a colaboração entre as partes no estabelecimento de regras, entre os próprios usuários, aumenta o engajamento, a participação e o monitoramento das mesmas, se comparado as regras impostas simplesmente por uma autoridade.
Já o trabalho de Williamson procura explicar o processo de tomada de decisão das empresas e como elas se estruturam. Ele descobriu que muitas decisões econômicas que, segundo a teoria convencional, deveriam ser deixadas por conta do mercado, na verdade, funcionam melhor se forem tomadas dentro da empresa.
Na prática, em mercados de maior competição faz mais sentido negociar com parceiros externos. Em mercados menos eficientes, com menos competição, pode ser melhor à empresa desenvolver toda a cadeia produtiva, da matéria-prima ao produto final, o que antes poderia ser considerado um dogma anticompetitivo pode ser uma resposta aos custos de transação. Em suma, a mudança é desencadeada de dentro para fora e não o contrário, como acontece na maioria dos casos.
Desta forma, é possível estabelecer vínculos, mesmo que involuntários, entre ambas as pesquisas com os princípios do cooperativismo com: a adesão voluntária e livre (sem qualquer tipo de discriminação), o interesse pela comunidade, a autonomia e independência, a educação, formação e informação, a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a intercooperação, além, é claro, da responsabilidade social.
Hoje, a maioria dos países desenvolvidos que contam com os melhores índices de qualidade de vida, a cultura cooperativista tem um lugar de destaque. Enquanto nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, se verifica nas legislações uma forte atuação dos órgãos governamentais, de controle e fiscalização das cooperativas.
Talvez, o exemplo dado pelo Prêmio Nobel sobre a capacidade da gestão comunitária e o estudo das organizações possam servir para que possamos assumir o desafio de fazer com que o cooperativismo nacional continue a crescer, de maneira sustentável, transformando a realidade de um País tão desigual, a partir dos princípios que regem o verdadeiro cooperativismo.
Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
Você sabia que abdominais não diminuem a barriga?
Sabia que não existe “perder gordura localizada através de exercícios localizados”? Fazer 1000 abdominais não irão fazer você “secar” a barriguinha.
Vou explicar por quê, para perder gordura (ou, usando o termo correto, para que a gordura seja utilizada como substrato energético principal) é necessário que se atinja uma freqüência cardíaca determinada ao qual chamamos de zona aeróbia.
A gordura precisa do oxigênio para ser metabolizada e conseguimos isso ao atingirmos uma frequência cardíaca dentro dessa zona aeróbia. Vale lembrar que todos os exercícios nos fazem gastar calorias, porém nem todas as maneiras de se fazer exercício fazem com que a gordura seja o combustível principal.
Como, então, atingir nossa zona aeróbia? Através de exercícios. Pode ser nos exercícios de caminhada, corrida, natação, etc. Ma,s até exercícios com pesos podem atingir, o que determina se um exercício é ou não aeróbio, é a frequencia cardíaca que se atinge, e não o nome do exercício.
Ora, uma caminhada pode ou não fazer com que você atinja essa frequencia, tudo dependerá da intensidade.
Mas qual é essa intensidade? A zona aeróbia é individual, varia de pessoa para pessoa e varia de acordo com o nível de treinamento (ou a falta dele) em que se encontra o indivíduo.
Mas, podemos dizer que ela fica entre 65% a 80% de nossa freqüência cardíaca máxima e pode ser monitorada através de equipamentos específicos normalmente usados por ‘personais’ ou atletas.
Um mito interessante é de que exercícios localizados nos fazem perder gordura localizada. Bom, nosso organismo ainda não tem a capacidade de escolher de onde ele vai retirar o combustível, se será do abdômen, dos culotes, das costa,s etc; nem através de exercícios específicos para glúteos ou abdominais.
Nosso corpo, na verdade, vai utilizar a gordura do corpo todo, e nos locais de maior concentração é de onde ele vai por último. Daí a importância da continuidade. Até mesmo, porque, para a gordura começar a ser usada como fonte principal de energia, leva em torno de 20 minutos.
Então, podemos escrever uma fórmula que não é mágica, mas é fácil de entender:
EXERCÍCIOS ENTRE 65% A 80% DA FC MAX. POR NO MÍNIMO 20 MINUTOS.
Então, para que servem os abdominais? Bom, simples... Quem gostaria de emagrecer, perder a barriguinha e ficar com ela flácida? Os abdominais servem para trabalharmos a musculatura abdominal fazendo com que ela enrijeça e ganhe forma. Uma cintura durinha costuma ser o sonho de consumo de homens e mulheres!
Lembrando que exercícios são como remédios, não devem ser auto-preescritos. Procure sempre um profissional de confiança e peça para que ele oriente a execução dos seus movimentos, mas aqui vão algumas dicas:
Para os abdominais que fazemos deitados
Procure posicionar seus pés na largura do quadril a uma distância confortável dos glúteos;
Se estiver começando, posicione seus braços na frente do corpo em suspensão. Colocá-los atrás da cabeça aumentará o volume corporal a ser levantado, aumentando assim, a resistência e a dificuldade;
Olhe para a diagonal de cima, mantenha seu queixo longe do peito e o pescoço bem relaxado, evite fazer força no pescoço para não se machucar;
Mantenha sua coluna lombar no chão! O que deve sair do chão são os ombros, quando fica fácil, tente subir um pouco mais o tronco, mas lembre-se, a força é no abdômen, não nas pernas, nem nos braços, nem no pescoço.
Cada organismo precisa de um estímulo diferente e reage diferente a esse estímulo, mas precisamos de um ponto de partida seguro.
Para começar, faça 4 séries com 15 repetições e descanso de 1 minuto entre as séries. Aumente 5 repetições a medida que ficar fácil. Conte dois tempos para subir e dois para descer, e cuidado com a velocidade. O importante é a execução. Não adianta fazer 50 ou 100 abdominais de uma vez com postura errada e se machucar.
Quem tiver facilidade, aumente progressivamente as repetições, mas lembre-se PROCURE SEMPRE UM PROFISSIONAL PARA ORIENTAR SEUS EXERCÍCIOS.
Para perder a barriguinha e entrar no verão com quilinhos a menos, procure um NUTRICIONISTA para que ele oriente sua dieta, um MÉDICO para que este ateste sua saúde e diga em que condições você está e que cuidados deve tomar, e um PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA para que este diga qual exercício é o mais adequado para você.
Só aceite prescrição de dietas e suplementos, de profissionais da NUTRIÇÃO, e de exercícios, de PROFESSORES de sua confiança. Cuidado com fórmulas mágicas, “treinos infalíveis” e dietas mirabolantes. Cuidados adequados, continuidade e perseverança são os únicos ingredientes que servem para todos os casos!
Raul Jafet é radialista e apresentador do programa "Quebrando a Banca" que vai ao ar às quartas feiras às 22:30h, pela TV aberta, Canal 9 Net ou 72/99/186 da TVA - Telefonica e, pela Rádio Record AM 1000Khz, nas segundas e sextas feiras às 22:00 horas.
O MST está certo!
Afinal estão dançando conforme a música. Esta melodia macabra que nos faz dançar todos os dias.
Quebram, devastam, aprisionam funcionários públicos em cárcere privado, depredam, destroem laboratórios de pesquisa, prejudicam anos de trabalho, recebem verbas públicas através de ONGs fajutas, sequer possuem o cnpj, e nada acontece.
Então, se nada acontece, é porque eles estão no caminho certo.
No Brasil é assim mesmo, os bandidos estão soltos deitando e rolando. Foram 5000 pés de laranja destruídos... vai acontecer algo com eles?
Duvido. Aí vai uma sugestão de penitência: todos eles devem ficar proibidos de tomar laranjada por seis meses. Não é uma boa pena nativa?
Celso Fernandes, jornalista, escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa.
TEVÊ À MANIVELA
Bichanos à solta
Novelas, novelas, novelas. Não bastasse aquela da minha vida... Admita-se lá, ´´Cama de Gato`` começou bem. Muita beleza, ousadia, com notáveis top models atuando dentro e fora das passarelas, além de toda uma realeza global. Bem ao estilo a la carte, principalmente no que condiz o setor feminino, sempre inspirador. Show de bola!
Onde, no mundo da moda, como dos flashes, não poderia ser igual. Um luxo! Um suntuoso sex appeal e jogo de imagens com verdadeiros emotions! Desses, iguais aos achados no mundo dos 'nets', em que a comédia do dia a dia faz um pouco de iguaria com o mundo real. E haveria de não!? Onde, pra mim, deviam juntar essa nova trama (?) das 6h ( e um pouquinho ), com a das 8h ( e um poucão ). Oito horas é hora de jantar, pôxa, lavar o popular e sagrado ´´marmitão`` pro dia seguinte; em seguida é o jornal. A outra é nove horas e olhe lá quando o Lula não aparece todo ´´olímpico`` nas mais variadas categorias. Boiando de bruços, nem se fala! Olha a língua presa...
No mais, já que a 'indiscutível leveza do ser' também entra sempre como no fundamental da questão, o pulo não podia ser outro. Felino. Fatal. Frontal. Ou que, talvez a essa altura do campeonato das sete vidas cabidas ao bichano tão bem domesticado, estejam prontas mesmo ao eterno chamego; ao ron ron ron rotineiro das poltronas.
E como o enredo não poderia ser outro, temos em série ainda aquela feita do 'meu vilão, meu vilãozinho'`, que é cama pra quem te quero mesmo, hein? Com tanta evolução, devemos lembrar que andam dizendo por aí que o número dos nossos sete pecados capitais tenha aumentado e que todos cometemos numa boa, sem medo de ser feliz, nem doer tanto! Porém, aquele que vale mais é o da gula, verdade? Comemos – e gozamos – mais que pela gula.
Aliás, nossa boa ficção noveleira não combina muito bem com outras rimas e não me importo se alguém arriscar aqui alguma diferente, mesmo que em segunda instância. O que importa é participar – seja no antes, durante e depois. Vai que tudo envelheça e despenque do paraíso...
Ora bolas, em 'Cama de Gato' tem gente de peso. Tem esforço físico fora das academias de ginástica, bicos bem armados, ops, assim, do tipo 'luluzinhas', finos – e de grossos tratos –, como manda o script. Tem divas em abundância capaz de mudar qualquer cenário, mesmo que o Joãozinho sentado aí na poltrona ande meio que fora da época de caça, de combate, sem ânimo sequer pra clicar no ninho adormecido. Ou que ainda ( pela ordem da instinta caça ) por aquilo que não está tão próximo, e que passe por despercebido.
Como no caso da atenciosa doméstica Rose ( Camila Pitanga ) e do seu enraivado patrão Gustavo ( Marcos Palmeira ), sem que o mesmo não perceba a nova parte que possa lhe tocar. Claro, logo ele volta do mundo dos mortos! Tô de olho... Voando baixo...
Voalá, pós 'cafungada' do então Gustavo em cima de tão atenciosa doméstica, e por que não? Afinal, não existe o ditado de que certos olhares mudam com o passar do tempo? Daqueles, de tirar a poeira sucumbida sobre os móveis, da gente querer tanto espiar pela brecha da porta, da cortina transparente? Certos olhares, isto sim, podem tornar-se muito diferentes.
E, claro, após um bom choro de verdade pelo que se esconde adentro, ou no que ninguém pode disfarçar por muito tempo. Ainda mais quando se encontra na praça alguém assim na pele de uma atenciosa Rose... ( pronuncie-se ´´Rouse``, e perceba a sutileza da dedicada doméstica em questão ).
E, já que podemos sempre aperfeiçoar novas paixões entre outros quesitos e infidelidades mais... na hora do aperto, pouco importa se também no caso da egoísta e mimada Verônica Brandão ( Paola Oliveira ), capaz de curar qualquer mal olhado, como ainda pela tentadora Taís ( Heloisa Périssé ), louca por alguns valores nada incomuns do lado interesseiro/financeiro. Sócios do clube 'Esplêndido da Glória' que se apresentem no guichê ao lado, por favor. Porque quem anda dançando todo mundo sabe. Dança até no que pensa que é seu e já é alheio há muito tempo.
Pois, sim, quanto ao perfume 'Verônica', que tende a sumir das prateleiras em curtíssimo espaço de tempo, tudo vai mesmo é da liquidação, que 'Pacos Rabannes' aperfeiçoem suas essências. Que a minha, Chapinha, vai de alfazema, água de cheiro e olhe lá! No cangote, e que as minhas estrelas de camarim, se não for pedir demais, venham sob medida.
Bem daquelas do tipo 'Bonequinha de Luxo' ( Audrey Hepburn ). E só não me digam depois que não tinha um Tião 'da sinuca' ( Ailton Graça ) no meio dessa estória que começa um pouquinho depois das seis. Fui...
Miriam Zeliskowski, é mestre em energias terapêuticas, trabalha com energias-kabbalah em consultório e ministra cursos de kabbalah na PUC-SP
Missão na vida
Você é uma partícula viva de luz infinita, nasceu, veio ao mundo para brilhar e dar brilho a todos que passarem no seu caminho, do início ao fim da jornada.
A força maior do universo, o criador da natureza e da luz que envolve o planeta destinou a você uma missão na vida, cada um com a sua, cada um responsável por sua luz própria e responsável por manter esta luz acesa até o fim do trajeto, mas com a liberdade de clarear esta luz cada vez que um semelhante pedir um foco de direção, cada vez que um irmão solicitar um conhecimento, cada vez que um ser vivo necessitar de um alimento seja físico ou espiritual, sua luz assim brilhará intensamente e você terá a certeza que sua missão na vida é realizar o que for, mas sempre causando brilho aos outros e no espelho o reflexo deste brilho será muito forte e voltará na sua face, pois é o encontro da felicidade no seu coração que vai provocar o brilho, a luz em torno de todo ser que com você se envolver.
Missão na vida é de suma importância, todos são parte de uma luz infinita e atemporal. Existem motivos muitas vezes obscuros aos olhos humanos, mas transparentes aos olhos do coração. Cada um ao nascer abre uma página e assina um contrato de muita alegria, pois está pronto para adquirir conhecimento e usar com sabedoria, está pronto para observar a beleza da natureza e aproveitar o dia a dia, está na direção da escola que jamais pune, mas também não mima. Na realidade a escola da vida impõe que todos acordem para uma missão particular, única e que somente você é o condutor deste veículo e somente você será o responsável pela chegada no mapa que sua alma, sua consciência deseja desde o primeiro dia de vida.
Não desista e não desanime se ainda tem dúvida qual é a sua missão na vida. Procure, deseje, insista no trajeto, conquiste sem destruir, planeje, mas tenha os pés bem firmes, sonhe, mas não se iluda com brilhos temporários. Sonhe com o possível e com o duradouro no sentido de criar raízes que não serão arrancadas pelo tempo, raízes familiares, raízes de conhecimento, raízes de caráter e de bondade, raízes que em pouco tempo darão folhas, flores e frutos de uma missão na vida que ao longo do período serão perfumadas, comestíveis e transformadas em luzes que serão partilhadas com os ascendentes, com os descendentes e com os semelhantes em todos os níveis.
Quando descobrir ou encontrar sua missão na vida, pule de alegria, vibre com o universo, mas o maior grau de evolução é declarar sua gratidão ao criador. Feliz aquele que irradia brilho no coração dos outros, o reflexo da luz aumenta e expande em infinitas sintonias, e a missão na vida se torna agradável, leve, como se fosse um jardim aonde as flores ao mesmo tempo perfumam e voltam à mão daquele que as plantou.
Missão na vida é uma benção, é uma realização, confie sempre na luz que vive dentro da sua alma, esta sim é a missão da sua vida hoje e sempre.
Deputado Arnaldo Jardim, é vice-líder do PPS e membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal e da Frente Parlamentar Ambientalista.
Os municípios e o meio ambiente
A preocupação com a preservação e conservação do meio ambiente saiu da seara dos ambientalistas, atropelou os discursos de bom-mocismo ambiental de outrora, ultrapassou fronteiras, ganhou espaço no chão da fábrica e caiu na boca do povo. A palavra sustentabilidade ganhou nova dimensão, enveredando pelas mais diversas áreas do conhecimento, da economia à saúde pública, passando da produção até a destinação final, norteando a política externa e o dia-a-dia da população. Agora, cabe a política assumir o papel de fio condutor para amarrar as diversas iniciativas, estabelecer premissas, coordenar mudanças de atitudes e direcionar a nossa sociedade rumo a um desenvolvimento, realmente, sustentável.
“Não é a Terra que está em perigo, mas a civilização, tal qual conhecemos, com seus padrões insustentáveis de consumo que fomenta a exploração desenfreada dos nossos recursos naturais e prejudica a qualidade de vida de todos nós”. Essa frase foi dita pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, durante o seminário “II Gestão Ambiental Compartilhada – Compromisso dos Municípios”, organizado por mim, recentemente, na cidade de Porto Ferreira (SP). O evento reuniu cerca de 180 pessoas, representantes de 54 municípios paulistas, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, acadêmicos, lideranças políticas e empresariais, gestores ambientais e ambientalistas.
Ficou claro aos presentes que o meio ambiente entrou definitivamente na pauta política do Governo José Serra, ao detalhar os 21 projetos voltados para área de preservação e conservação ambiental que estão sendo implantados pela secretaria em parceria com as prefeituras paulistas.
Merece destaque o Programa Município Verde que, na 1ª fase, estabelece dez diretrizes básicas a serem adotadas pela administração municipal, que recebe notas a partir de um acompanhamento das ações da prefeitura pela própria Secretaria Estadual de Meio Ambiente. A partir da elaboração de um ranking das prefeituras que receberam a certificação, o Governo Estadual prioriza a liberação de verbas para os mesmos, que somaram cerca de R$ 33 milhões só este ano. Hoje, 525 municípios aderiram ao protocolo.
Também mereceu destaque o fato de São Paulo ser o primeiro Estado da Federação a aderir ao documento Consenso de Istambul sobre Água, um conjunto de diretrizes de políticas públicas de meio ambiente, recursos hídricos e de saneamento, lançado em março deste ano, durante o 5º Fórum Mundial da Água, em Istambul (Turquia). Um esforço global para estabelecer políticas públicas que assegurem qualidade e quantidade de água necessária para as demandas sociais e econômicas, além de garantir os recursos financeiros necessários para cumprir metas a serem alcançadas até 2012.
O secretario destacou ainda as iniciativas para antecipar o fim da prática da queima na colheita de cana-de-açúcar para 2014, anteriormente a legislação vigente estabelecia o prazo até 2021, elogiou os trabalhos dos Comitês de Bacia, além de saudar o lançamento do Programa Educação Ecológica, para crianças do ensino público.
A presença marcante e a qualidade das intervenções demonstraram que a preocupação ambiental está cada vez mais presente no cotidiano das administrações municipais. Iniciativas municipais bem sucedidas como o Programa Mina Azul, o Reflorestamento de Áreas Urbanas e o IPTU Verde, a experiência da gestão participativa no Comitê de Bacias, projetos de entidades como os Municípios Energoeficientes e o Compromisso com a Reciclagem demonstram que o fortalecimento do Poder Local é capaz de fazer muito pelo meio ambiente e a qualidade de vida nos municípios.
Em março, realizei evento semelhante na cidade de Barra Bonita, que contou com representantes de 40 municípios paulistas. Esses seminários serviram para apresentar novos conceitos e formular propostas para que os municípios, em especial, os gestores ambientais, possam aplicar e aperfeiçoar a sua realidade.
Aprendi na prática, com os saudosos Franco Montoro e Chopin Tavares de Lima, que “as pessoas moram nas cidades, não nos Estados nem nos países”. A expectativa em torno dos vultosos investimentos para a realização da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, além dos recursos advindos da exploração da camada do pré-sal, só aumentam a nossa responsabilidade para mostrar ao mundo não apenas a nossa capacidade de sediar grandes eventos internacionais, mas deixarmos uma herança para as gerações futuras, a partir de um Projeto Nacional de Desenvolvimento ancorado no princípio da sustentabilidade. Vendo o entusiasmo dos participantes dos nossos encontros, me convenci de que estamos preparados para isto!
Deborah Feliciano, é formada em Educação Física pela Unimes e é personal trainner ( crianças, adolescentes, adultos e idosos ).
Obesidade Infantil
Já é fato que, dois terços dos brasileiros estão acima do peso ou sofrem de obesidade. É um dado alarmante e, quando paramos para pensar nas crianças, esse dado é ainda mais assustador. Em duas décadas, o número de crianças obesas aumentou em 5 vezes! Em pleno século 21, onde mais do que nunca temos informações para combater este mal, a estatística é crescente e a previsão é que cresça ainda mais.
Crianças são naturalmente ativas, gostam e precisam brincar, precisam correr, pular, gastar energia. Mas, atualmente, quem de nós vai permitir que um filho pule muros, suba em árvores, ande de patins pelas ruas ou brinque de pega-pega no meio de carros na rua? Esse ideal, ao qual tivemos acesso um dia, já não é mais seguro para os nossos filhos. Então, o que fazer?
Como cuidar para que o mal da obesidade não os atinja? Por onde começar? Qual profissional devemos procurar?
Bom, aqui para ajudar, algumas regrinhas básicas:
- Para saber sobre a saúde dos filhos menores e, se não há nada errado com eles ( problemas hormonais que interfiram na saúde e diretamente sobre o peso ) procure um pediatra de sua confiança que possa pedir exames e/ou orientar para outra especialização, como um endocrinologista, por exemplo, que poderá pedir exames mais detalhados e ajudar a identificar o que está ocasionando esse distúrbio de peso;
- Para alimentação, regimes e dietas, procure um nutricionista;
- Para escolher uma atividade física ideal para seu filho, procure um professor de Educação Física, ou um personal trainner.
Vamos falar sobre o que me compete, a atividade física. Como escolher, quantos dias e horas na semana podemos ocupar com atividades para que o desenvolvimento infantil seja estimulado sem sobrecarregar ou comprometer as outras atividades (escola, cursos etc):
Para crianças até 6 anos que ainda não apresentam níveis de sobrepeso, podemos definir 3 horas por semana de exercícios. E, aumentar para até 5 horas, caso já exista sobrepeso. Atividades como natação ( além de ser um exercício, ajuda a desenvolver a sobrevivência na criança ), balé ( danças em geral ), ginástica artística ou rítmica, karatê ( ou outras artes marciais), yoga infantil ( novidade no Brasil ), são atividades excelentes. Apesar do grupo na aula, são individuais, e ajudam no desenvolvimento e no convívio social das crianças. Mas, antes de matricular sua criança em uma academia ou escolinha para prática de algum esporte, procure observar o perfil dela, procure perguntar e incentivar aquilo que ela gosta de fazer. Se é uma criança mais agitada ou mais calma, se é uma criança que gosta de brincar com água ou que gosta muito de pular... Normalmente elas próprias já nos dão “dicas” de suas preferências no seu comportamento. Ao respeitar as suas preferências, aumenta-se a chance da criança gostar e permanecer na atividade criando, assim, um hábito saudável.
Crianças a partir dos 7 anos já tem suas próprias preferências, já possuem maior discernimento e se expressam e se movem com mais facilidade, além de interagir melhor com seus companheiros em atividades e esportes coletivos ( como o futebol, grupos de dança, vôlei, basquete, handebol, pólo aquático, entre outros ). As atividades coletivas passam a ser mais uma opção. Mas, se sua criança preferir jogar tênis ou outra atividade individual, não há problema. Um período de quatro a sete horas semanais pode ser o ideal, e aumenta-se a quantidade de horas, de acordo com a idade e com a necessidade de perda de peso. Também não há problema em diversificar, por exemplo, com duas atividades combinadas, que podem fazer parte da rotina da criança. Por exemplo, três horas de dança ou futebol, mais duas horas de natação. Atividades combinadas costumam oferecer vantagens uma para a outra. Mas, não se iluda, fazer com que sua criança freqüente aulas de basquete e natação, não fará com que fique mais alta. As atividades ajudam no desenvolvimento, porém, não alteram a genética. Filhos de pais com baixa estatura, também deverão ter baixa estatura, exceto se houver nos seus ascendentes algum gene que possibilite maior altura.
A partir dos 12 anos, podemos considerar que a criança está caminhando para a puberdade, o sono aumenta e, a necessidade de manter o hábito já instalado na infância, aumenta na mesma proporção. Nesta fase, o grupo passa a ter influência sobre as escolhas do pré-adolescente e há uma tendência para que este não se interesse por atividades esportivas. Mais uma vez, observar o comportamento e incentivar, ajudará bastante. Porém, a escolha final provavelmente será dele.
A infância e a adolescência onde exista o hábito da pratica de esportes e atividades, aumenta as possibilidades e as chances de acontecer o desenvolvimento adequado e saudável. Mas, nunca é tarde para começar atividades individuais que, no começo, podem ajudar bastante, e a média de quatro a sete horas pode ser mantida ou aumentada para, no máximo, 9 horas se a criança ou adolescente for um competidor.
Mesclar atividades coletivas e individuais também é uma boa opção. O importante é não permitir que a criança ou o jovem fiquem sedentários. Meninas acima do peso tendem a ser tímidas e é fundamental que elas façam uma escolha por uma atividade física.
Mas, os pais devem estar atentos, e não devem permitir que competições inibam a prática da atividade. E, sempre a criança e o jovem devem decidir sobre competir ou não, e qual o momento de parar a competição. Incentivar vale mas, pressionar poderá causar um efeito contrário e o desinteresse pelo esporte.
Experimentar coisas novas pode funcionar bem nessa fase.
Também deve existir o cuidado para não sobrecarregar a criança ou o adolescente, pois excesso de atividades poderá deixá-los sempre cansados e atrapalhar o seu desenvolvimento escolar. O horário de descanso deve ser preservado, o sono é fundamental para que o hormônio do crescimento ( GH ou growth hormone ) seja produzido e, uma de suas funções é, justamente, estimular o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens de crescimento dos ossos ( epífises ), o que ocorre no final da puberdade, em geral, entre os 15 e os 20 anos de idade.
Importante lembrar, que cuidados com alimentação e hidratação são fundamentais, e procurar um profissional nutricionista é a melhor maneira de cuidar da alimentação nesta fase da vida. Uma criança ou um jovem que bebe refrigerante todos os dias e não bebe água, certamente tem mais chances de ganhar peso acima do adequado.
O sedentarismo associado à má alimentação, é prejudicial à manutenção da saúde, e lembre-se, os pais são o exemplo para os seus filhos!
Santana de Parnaíba, terça feira, 22 de setembro de 2009
COLUNISTA MARIAZINHA FERNANDES
Mariazinha Fernandes,pintora parnaibana, retrata a cidade de Santana de Parnaíba com suas construções coloniais, além de seus folclores e suas festas antigas e ingênuas, que dentro do estilo Naiif, usa cores alegres e motivos regionais, sendo uma pintora regionalista. É retratista e restauradora. Mora em Santana de Parnaíba, cuja história conhece profundamente. Artista plástica muito respeitada e premiada.
Parnaiba antiga
Este quadro representa uma parte do centro histórico.
É o antigo beco, hoje com o nome de Rua 9 de julho. É uma rua curta, uma ladeira da qual, do lado direito da esquina, existia uma casa muito antiga com o quintal dando para a Rua Suzana Dias.
O quintal com muito verde, de onde caia por cima do muro um lindo pé de primavera. Esta casa foi vendida e demolida, o que não acontecer, por ser tombada como patrimônio histórico.
Mas quem a comprou destelhou uma parte da mesma e, aos poucos a chuva fosse destruindo as paredes de taipas e, com isto a mesma teve que ser demolida.
Na demolição, foi comprovado que o madeiramento era todo pregado com cravos e não pregos.
Descendo a ladeira, ia-se de encontro com uma antiga casa de chão batido com uma porta e duas janelas de treliça.
Conta-se que esta casa foi negociada lá pelos idos do início do século XX, por uma carroça e um burro.
Esta casa ( hoje restaurada ) era chamada Casa do Fogo, pois era o lugar onde todas as noites buscava-se brasas do fogão a lenha para ser colocada no turíbulo ( lugar onde se colocava o incenso ) para ser usado na reza, durante a benção do Santíssimo.
Naquele tempo, tinha reza com ladainha e tudo mais, por volta das 7 horas da noite, com muita devoção dos antigos parnaibanos que sabiam a hora da benção pelos fogos.
Onde quer que estivessem, vinham para a reza, e depois davam umas voltas pelo jardim e retornavam para assuas casas.
Era assim a nossa Parnaíba: calma, bucólica e com pessoas gentis. Doces tempos ....
Dr. André Luis C. Ramalho, é diretor técnico da Secretaria de Saúde de Barueri, especialista em Gestão de Saúde, Psicopatologia e Saúde Pública. Atua em Medicina Generalista Humanizada e no Programa Municipal de Combate à Tuberculose e é vice presidente do Conselho Municipal do Idoso
Coff! Coff!
Por qual motivo devemos deixar de comentar? Às vezes, me intriga como deixamos de lado certos assuntos. Parece que só lembramos nos dias de campanha, de um grande problema de saúde pública - a tuberculose - que está em nosso meio desde séculos. E, esta doença tem muita relação com o nosso país.
Foi após a campanha para reconquistar o trono português para sua filha ( as cortes de agosto de 1834 confirmam a regência de D. Pedro I, que repõe a filha no trono português ), que o nosso imperador e libertador voltou da campanha tuberculoso e, morreu em 24 de setembro de 1834, pouco depois da Convenção de Évora Monte ( que selara a vitória da causa liberal, de que se fizera paladino ), no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 36 anos antes.
Ao seu lado, na hora da morte, estavam Dona Amélia e Dona Maria II. Com o falecimento de D. Pedro I, Dona Amélia dedicou-se a obras de caridade e ao cuidado de sua única filha, Maria Amélia.
Por volta de 1850, após o falecimento de Pedro V de Portugal, seu enteado-neto, Dona Amélia retornou para a Baviera com sua filha. Essa última, vindo a contrair tuberculose, fez com que ambas se mudassem para Funchal, Ilha da Madeira.
Todavia, Maria Amélia não resistiu e faleceu, aos vinte e dois anos de idade, em fevereiro de 1853. Dois membros de uma mesma família - o marido e a filha- morreram com tuberculose.
Nossa história é marcada. Quantos Pedros e Maria Amélias já não morreram ( e estão para morrer ) por puro preconceito de uma doença que foi extremamente estigmatizada pela agressividade que apresentava?
Porém, o Brasil melhorou duas posições no ranking dos 22 países com maior número de casos de tuberculose no mundo, passando da 16ª posição, no ano passado, para a 18ª este ano, ao lado de Moçambique.
Segundo o Informe da Organização Mundial da Saúde ( OMS ), 38,2 casos por 100 mil habitantes e 4,5 mil pessoas morreram em decorrência da doença.
O que estes números significam? Morre muita gente, ainda. Ficaremos satisfeitos com esta posição? A tuberculose é uma doença que se dissemina através de gotículas no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram, falam ou cantam - somente a partir de pessoas com tuberculose infecciosa ativa.
A imunização com vacina BCG dá entre 50% a 80% de resistência à doença. Em áreas tropicais onde a incidência de "mycobactérias" atípicas é elevada ( a exposição a algumas "mycobacterias" não transmissoras de tuberculose dá alguma proteção contra a TB ), a eficácia da BCG é bem menor.
No Reino Unido, crianças entre os 10 e os 14 anos são normalmente vacinadas durante o período escolar.
Tosse a mais de 15 dias, com catarro ( com ou sem sangue ), que pode vir acompanhada de febre, suores noturnos, emagrecimento, falta de apetite, cansaço, são indicativos de possibilidade de a doença estar ocorrendo. Dificuldade na respiração, eliminação de sangue e acúmulo de pús na pleura pulmonar, são característicos em casos mais graves. Os sintomas geralmente se exacerbam quando evoluem para casos mais graves, às vezes necessitando deixar o paciente internado e, por vezes, até isolado.
O tratamento é tranqüilo e se dá por via oral ( boca ) que dura, pelo menos, seis meses.
O diagnóstico é feito pela clínica do paciente e por exames que irão complementar este diagnótico e, amostras de escarro e culturas microbiológicas devem ser sempre realizadas para detectar o bacilo, caso o paciente esteja produzindo secreção. Se não estiver produzindo-a, uma amostra coletada na laringe, uma broncoscopia ou uma aspiração por agulha fina podem ser consideradas.
Em diversos países houve a idéia de que, por volta de 2010, a doença estaria praticamente controlada e inexistente. No entanto, o advento do HIV e da AIDS mudou drasticamente esta perspectiva.
No ano de 1993, em decorrência do número de casos da doença, a Organização Mundial de Saúde ( OMS ) decretou estado de emergência global e propôs o DOTS ( Tratamento Diretamente Supervisionado ) como estratégia para o controle da doença.
Atendimento em Barueri
Em Barueri, este serviço de atendimento é realizado através do programa de tuberculose do governo, com todo apoio e iniciativa da secretaria de saúde, e que tem por base o preconizado pela OMS. Inclusive, nosso município já chegou a receber prêmios pelo bom desempenho no combate à tuberculose no estado.
Dr. André Luis C. Ramalho: drandreauditoria@gmail.com
Barueri, quarta feira, 5 agosto de 2009
COLUNISTA Dr. André Luis C. Ramalho
Dr. André Luis C. Ramalho, é diretor técnico da Secretaria de Saúde de Barueri, especialista em Gestão de Saúde, Psicopatologia e Saúde Pública. Atua em Medicina Generalista Humanizada e no Programa Municipal de Combate à Tuberculose e é vice presidente do Conselho Municipal do Idoso
A LAVAGEM DAS MÃOS
Saudações caros leitores,
Quando fui convidado pela editora a ser um de seus colunistas, pensei em buscar um tema interessante, que fizesse as pessoas pensarem de verdade.
Escolhi, portanto, para iniciar esta série de artigos, algo do cotidiano de todos nós: A LAVAGEM DAS MÃOS.
Antes de abordarmos qualquer tipo de doença propriamente dita, cabe essa importante nota introdutória. As recomendações sobre higienização / lavagem das mãos, datam de muito antes da descoberta da bactéria.
Para vocês terem uma idéia, na Idade Média, o hábito de lavar as mãos era tão costumeiro e importante que, se alguém tivesse comportamento ao contrário, era tido como uma pessoa suja, no sentido de ser desonesta.
Mal sabiam eles das descobertas que estariam por vir. Esses valores eram tão nobres na cultura, que os jarros e bacias usadas para tal fim ( de porcelana, ouro, prata, estanho, barro cozido, etc ) foram, inclusive, objetos dos mais ricos inventários daquela época.
Foi, em 1847, que o médico e cientista Semmelweiss iniciou as observações a respeito das mãos. O médico trabalhava no primeiro período do dia com autopsias, e percebeu que as pacientes que atendia no segundo periodo do dia, começaram a apresentar sintomas de doenças quais elas não tinham.
Com isso percebeu que partículas cadavéricas ficavam em suas mãos e que essa era a causa de suas pacientes adoecerem ainda mais.
Porém, parecia que algo queria mostrar-lhe que o problema não acabaria por ai. Mesmo lavando as mãos após as autópsias, quando examinava mais de uma mulher na enfermaria ( trabalhava com obstetricia ) elas adquiriram a febre puerperal, uma infecção específica relacionado ao periodo pós parto.
Foi nesse instante que começou a entender que não era específico das partículas cadavéricas, mas sim de germes nas mãos adquiridas da paciente anteriormente examinada.
O médico foi enxovalhado pelos seus colegas quando ouviram suas descobertas. Somente muito tempo depois, foi descoberta a célula e microorganismos através de técnicas quais Semmelweiss não tinha disponível em seu laboratório.
Hoje, sabemos a real necessidade de lavarmos as mãos. É um ato extremamente simples e muitas vezes é desprezado ou apenas esquecido.
A prática da lavagem das mãos, várias vezes ao dia, previne doenças como as temíveis gripes, conjuntivites, diarréias, infecções alimentares, etc.
Bactérias, vírus, fungos, parasitas, e outros micróbios estão em diversos lugares ( e não são vistos a olho nu ), inclusive em nossas mãos - principalmente debaixo das unhas.
E, quando devo lavar minhas mãos?
Tenho algumas dicas importantes:
Após espirrar ou tossir;
Após levar a mão ao nariz;
Antes de tocar qualquer alimento;
Antes e depois de sair de um sanitário;
Antes e depois de trocar a fralda do bebê;
Ao entrar e sair de um hospital ou posto de saúde, e toda e qualquer situação que possa contaminá-las.
Para lavar as mãos é simples
Retire anéis, pulseiras, relógios e similares;
Enxague as mãos com água abundante sem encostar na pia;
Ensaboe suas mãos friccionando-as por 15 segundos;
Fricionar as palmas, o dorso das mãos com movimentos circulares, espaço entre os dedos, articulações, polegar e extremidade dos dedos.
Não esqueça dos pulsos, afinal, estão próximos demais às mãos.
Enxague bem e seque com papel toalha e, em casa, com toalha limpa.
Caso o local onde for lavar as mãos esteja muito sujo, abra e feche a torneira com papel toalha.
Lavar as mãos é uma prática simples, divertida e que ajuda na prevenção de muitos problemas de saúde.
Dr. André Luis C. Ramalho: drandreauditoria@gmail.com
COLUNISTA RAUL JAFET
Raul Jafet é radialista e apresentador do programa "Quebrando a Banca" que vai ao ar às quartas feiras às 22:30h, pela TV aberta, Canal 9 Net ou 72/99/186 da TVA - Telefonica e, pela Rádio Record AM 1000Khz, nas segundas e sextas feiras às 22:00 horas.
Colunista Raul Jafet lança Programa Quebrando a Banca na Rádio Record AM1000HZ
Geraldo Alckimin, Gláucia Poppe e Raul Jafet, o mais novo radialista da Record AM
David Neto e Raul Jafet entrevistam Geraldo Alckimin para o programa
A cantora italiana Mafalda Minozzi com Raul Jafet. Ela planeja fazer show em Alphaville
Mafalda e Gláucia Poppe
Renato Cury, coordenador municipal da Miss São Paulo, a cantora Mafalda e, Gláucia Poppe, editora e coordenadora da Miss Barueri
Nos extremos, Mafalda e esposo. Ao centro, Raul Jafet e esposa Neusa Angélica Jafet
No dia 14 de julho, na FENAC da Av. Paulista, 901, piso superior, das 19 às 21:30 horas, aconteceu o coquetel de lançamento do Programa Quebrando a Banca na Record, que marcou o retorno ao rádio do nosso colunista Raul Jafet, pela Rádio Record AM - 1.000Khz, a terceira em audiência, com mais de 450 mil ouvintes/dia. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, esteve presente, e foi entrevistado por Raul Jafet e David Neto. Coquetel com muitas presenças, inclusive da cantora italiana Mafalda, que está com um show em fase de negociação com o Alphaville Tênis Clube. Dali, Raul saiu direto para sua primeira apresentação na rádio, do programa que acontecerá todas as segundas e sextas às 22 horas, com 1 hora de duração e a participação do médico David Neto e, do escritor e jornalista, Fernando Jorge.
Mariazinha Fernandes,pintora parnaibana, retrata a cidade de Santana de Parnaíba com suas construções coloniais, além de seus folclores e suas festas antigas e ingênuas, que dentro do estilo Naiif, usa cores alegres e motivos regionais, sendo uma pintora regionalista. É retratista e restauradora. Mora em Santana de Parnaíba, cuja história conhece profundamente. Artista plástica muito respeitada e premiada.
A festa do Suru
Suru é um lugarejo distante 6 km do centro histórico de Santana de Parnaiba, onde temos uma capelinha com mais de 200 anos, em louvor a Santo Antonio.
Por isso, todos os anos, no mês de junho, temos a festa de Santo Antonio onde acontece uma romaria que parte da Praça das Bandeiras, atrás da Igreja Matriz de Sant'Anna, nossa padroeira.
Antigamente a festa era mais interessante, pois as famílias parnaibanas se preparavam e se preocupavam com a romaria, levando seus quitutes para degustar na hora do almoço, após a celebração da missa rezada na capelinha.
Para se chegar ao Suru, iam todos a pé acompanhados do padre. Após a missa, vinha a hora do almoço que, na realidade, era um “pic-nic”.
Após o mesmo, acontecia a quermesse com as barraquinhas enfeitadas com bandeirinhas coloridas feitas com papel de seda, barracas de prendas e todas as coisas típicas de uma festa junina.
Na procissão, tinha anjinhos, coroinhas, compadres, comadres e muitos amigos.
Tempos bons, onde uma festa tradicional e antiga era preservada graças a um parnaibano de valor, caráter e dignidade chamado Elísio Marques, que pertence a uma das famílias mais antigas de nossa cidade.
Nos dias de hoje, a romaria ficou muito diferente, pois temos a participação de pessoas com pretensões políticas que não tem o mesmo ideal e ingenuidade das pessoas de antigamente.
Por isso, gosto de retratar em meu estilo Naiif o romantismo e singeleza de antigamente, onde havia muita paz, tranquilidade, além da devoção de nosso povo.
Santana de Parnaíba, quarta feira, 10 de junho de 2009
COLUNISTA MARIAZINHA FERNANDES
Mariazinha Fernandes,pintora parnaibana, retrata a cidade de Santana de Parnaíba com suas construções coloniais, além de seus folclores e suas festas antigas e ingênuas, que dentro do estilo Naiif, usa cores alegres e motivos regionais, sendo uma pintora regionalista. É retratista e restauradora. Mora em Santana de Parnaíba, cuja história conhece profundamente. Artista plástica muito respeitada e premiada.
Corpus Christi retratado em Naiif
A arte
Naiif é a “arte ingênua que parece ser simples”, mas que na realidade é “simplicidade difícil”, cheia de ingenuidade, poesia, além da sensibilidade e leveza que são sentimentos que vem da alma.
Eu mostro acima, uma pintura que fiz da Festa de Corpus Christi, que é a mais tradicional da minha cidade, Santana de Parnaíba.
Esta festa, de muita religiosidade, este ano vai acontecer amanhã, dia 11 de junho. Desde as primeiras horas do dia, centenas de pessoas, em sua maioria, parnaibanas, começam a fazer a montagem dos tapetes em serragens coloridas, com seus temas religiosos.
Pode-se dizer, que a festa já começa neste momento. Muita alegria, muita concentração, fazem com que o enorme tapete, que começa na porta da Igreja Matriz de Sant'Anna, passe pela rua " de Baixo, e dê a volta, pela " rua de Cima", chegando atrás da igreja, na praça do Coreto.
Eu sempre me emociono, e participo desta festa da minha terra, e assim, como a arte em Naiif retrata coisas e fatos da terra, de forma singela e muito colorida, posso exemplificar esta técnica, aproveitando este momento religioso e muito tradicional, que trará milhares de visitantes, para assistir a esta grande demonstração de fé.
Logo que os tapetes são finalizados, ficam expostos até o final da tarde, para os visitantes admirarem, e estes andam, com todo o cuidado, pelas suas laterais.
Quando a missa termina, o padre é o primeiro a pisar no tapete, com o ostensório, seguido pela população, com cânticos religiosos entoados por todos.
Eu, pessoalmente, lamento que a tradicional bandinha, que seguia o tapete tocando as canções religiosas, que eram acompanhadas pelos fiéis e admiradas pelos turistas, não participe mais da procissão, por decisão de um padre que aboliu esta participação, coisa que eu não concordo e espero ver um dia retornar.
O padre foi embora da igreja, e a bandinha não voltou à procissão.
Minha fé e minha paixão pela tradição da minha cidade, me tocou muito na elaboração deste quadro, com pessoas e anjinhos, ao lado do tapete colorido, em um cenário real, também muito colorido.
Espero que você, não só pelo que ele retrata, mas pela arte em si, muito colorida, muito cheia de detalhes, goste desta minha pintura e da arte em Naiif.
Amanhã, estarei lá, na hora do repique do sino da Igreja Matriz, acompanhando a procissão. E, isto me traz muitas saudades dos tempos idos, e me lembro dos versos de Fernando Pessoa, que vou recitá-lo abaixo:
Oh sino da minha aldeia
Plangente na tarde calma
Cada tua badalada bate dentro de minh’alma
A cada pancada tua
Plangendo num céu aberto
Leva o passado mais longe
Traz a saudade mais perto
Elizete Garcia é bióloga especializada em cosméticos, esteticista e maquiladora desde 1976, coordenadora e professora de cursos técnicos no Senac SP e consultora técnica nacional da empresa Extratos da Terra
Corrigindo as imperfeições do rosto
O corretivo é um grande aliado em qualquer tipo de pele, idade, sexo e horário.
O corretivo correto é aquele que o tom é o mais próximo possível da sua pele. Erra quem escolhe um corretivo mais claro, pois pode escurecer suas olheiras mais ainda.
O corretivo pode ser usado, na parte inferior das pálpebras e superior corrigindo assim as olheiras. Pode ser usado também sobre manchas de pele, lesões de acne ou cicatrizes.
Aplique a base de sua preferência e, a seguir, espalhe o corretivo, de preferência livre de óleo, para não estimular a oleosidade da pele e rico em vitaminas para combater as linhas de expressão.
O corretivo pode ser espalhado com seu aplicador, porém espalhado de forma suave e uniforme com a ponta dos dedos.
A seguir pode ser usado o pó facial e a seguir o blush, porém são fatores opcionais. A correção da pele é o primeiro passo para uma maquiagem dia ou noite, portanto é fundamental para uma boa apresentação.
Raul Jafet é radialista e apresentador do programa "Quebrando a Banca" que vai ao ar às quartas feiras às 22:30h, pela TV aberta, Canal 9 Net ou 72/99/186 da TVA - Telefonica e, pela Rádio Record AM 1000Khz, nas segundas e sextas feiras às 22:00 horas.
Educação, ora a Educação!
Vedete das últimas eleições, presente nos mais eloquentes discursos espalhados pelos palanques dos quatro cantos do país, a verdade é que a (des)Educação em todos os níveis é a maior lástima, impedindo o Brasil de alcançar o Primeiro Mundo, condenado ao chocante contraste da desigualdade sócio, econômica e cultural.
Começa em casa, onde mais se acentua a decadência ética, moral e dos bons costumes, da instituição Família, da infância perdida na TV e nos videogames, da juventude que convive com as drogas mais diversas, dos adolescentes que bebem até cair, terminando na escola e na universidade, na predominância do ensino medíocre, do professor mal formado e desmotivado. Soma-se a isso, a violência, a falta de autoridade, os muitos direitos e as poucas obrigações.
Continua latente o desnível dentre as próprias escolas públicas, algumas se destacando pelas altas notas obtidas nos provões, contrastando com outras onde se destaca o analfabetismo e a depredação. E a nau segue sem rumo, os timoneiros se sucedem e o barco continua a deriva.
Até quando continuaremos convivendo com a demagogia barata, não só de nossos políticos, mas principalmente da própria Sociedade, silenciosa e conivente?